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Uma cidade pequena, com pouco mais 5 mil habitantes, São Tomé, cidade localizada no extremo Noroeste do Estado, no entorno de Cianorte, vem sofrendo com ações que vêm afetando diretamente a comunidade.
Após as eleições municipais, quando o candidato à prefeito ‘Leo da Bota’ (MDB) foi eleito com uma margem superior a 10% sobre a candidata adversária Meire Pazini (PSD), os eleitores acreditavam que a cidade mudaria para melhor. Sairia do comando da família de Océlio Leite, depois de oito anos de gestão.
Mas uma decisão da Justiça Eleitoral não deixou com que Léo assumisse o cargo. O processo encontra-se em fase recursal junto ao TSE e se a decisão sair em tempo hábil, não haverá eleição suplementar. Julgando-se procedente o recurso, Léo assume o cargo de prefeito.
A gestão do ‘Fogo’ – Assim, um interino assumiu a prefeitura em janeiro deste ano por ter sido eleito o presidente da Câmara Municipal de São Tomé, João Paulo Raddi, também chamado de ‘Fogo’. Ele é sobrinho de Onassis Ferreira Leite o “Tatá”, sobrinho do “Checão”,(João Raddi), e sobrinho do ex-prefeito da cidade.
Desde o início da gestão administrativa em 2025, investigações do Ministério Público vem surgindo com resultados desencadeados por ações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), envolvendo pessoas ligadas à administração do prefeito interino ‘Fogo’. Entre elas aparece um nome, Elieder.
Este seria o articulador do interino ‘Fogo’, que já atuou na administração do ex-prefeito (tio do fogo) e deveria estar fora do circuito a partir de janeiro de 2025, mas foi mantido no quadro funcional da prefeitura.
Ainda nas mesmas investigações do Gaeco apareceram os nomes de Onassis Ferreira Leite, também chamado como “Tatá” e de João Raddi, conhecido também como “Checão”. (ambos tios do Fogo), Também são citados nas investigações o vereador Erivaldo da Cruz “Neguinho”; João Vitor Trindade, ex-secretário de Educação e alguns empresários.
Em um vídeo, o depoimento de um dos empresários ao Promotor de Justiça do GAECO, núcleo de Umuarama, deixa claro ao esquema de desvio e repasse de dinheiro público após contratação de serviços. Assista no link: (https://portalumuaramanews.com.br/wp-content/uploads/2025/09/video-1.mp4?_=1)
Vereador na fraude da AMUSEP – O Ministério Público investigou também um esquema de fraudes à licitação, peculato e associação criminosa em São Tomé, envolvendo a AMUSEP (Associação Municipal dos Servidores Públicos). A Promotoria de Cianorte pediu a prisão temporária, busca e apreensão, e a quebra de sigilos bancário e telefônico dos envolvidos.
Os principais investigados são Onassis Caio Leite Ferreira “Tatá”, ex-presidente da AMUSEP, e o vereador Erivaldo da Cruz, o “Neguinho”, ex-tesoureiro de São Tomé. Entre 2020 e 2024, a Prefeitura repassou R$ 318.502,58 à AMUSEP, e o FUNPREV contribuiu com R$ 53.590,22. Onassis movimentou R$ 174.570,00 desses valores, sendo parte usada em obras em um imóvel em Porto Rico/PR, e Erivaldo transferiu R$ 22.210,00 para sua conta pessoal.
A investigação revelou também pagamentos suspeitos de fornecedores ao grupo, sugerindo outros esquemas ilícitos. Assista no link: https://portalumuaramanews.com.br/wp-content/uploads/2025/09/video-2.mp4?_=2.
Operação Pandora – Em 26 de agosto deste ano, o Gaeco, deflagrou a ‘Operação Pandora’, apurando crimes de associação criminosa, fraude à licitação e peculato praticados em São Tomé. Agentes públicos e empresários foram os alvos das medidas judiciais expedidas pela Vara Criminal de Cianorte.
Foram cumpridos nove mandados de prisão temporária, 14 de busca e apreensão e dois de sequestro de bens, além das determinações judiciais de bloqueios de contas bancárias, imóveis e veículos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos (anotações), oito celulares, cheques, R$ 10.952,00 em espécie e uma arma de fogo irregular. O material será periciado e analisado, podendo servir como elementos de prova.
Transferências irregulares – As investigações indicaram que parte dos investigados (empresários), enquanto fornecedores do município de São Tomé, realizaram diversas transferências bancárias irregulares a outros dois investigados (o vereador e o Tatá, tio do atual prefeito interino). Somadas, essas transferências superam o valor R$ 1 milhão.
Os empresários citados foram interrogados, inclusive o vereador que, quando foi ouvido pelo promotor Guilherme Franchi, usava tornozeleira eletrônica.
Ele tentou explicar sua movimentação financeira com alguns empresários da cidade. Veja no video: https://portalumuaramanews.com.br/wp-content/uploads/2025/09/VIDEO-3.mp4?_=3
Novas eleições – O município de São Tomé realizará eleição suplementar para os cargos de prefeito e de vice-prefeito no dia 5 de outubro, das 8h às 17h.
Fonte: https://portalumuaramanews.com.br/