Mostra celebra 70 anos da cidade com fotos raras de quem ajudou a construí-la
Umuarama celebra seus 70 anos com um tributo poderoso aos verdadeiros alicerces da cidade: os trabalhadores. A exposição “Rostos e Memória de Trabalho e Trabalhadores” foi inaugurada no dia 24 de junho na Fundação Cultural e segue aberta à visitação nos próximos dias. A mostra reúne imagens e documentos raros de personagens anônimos que ajudaram a erguer a Capital da Amizade com esforço e dignidade.
Fruto do projeto de extensão “Memórias Vivas de Umuarama”, desenvolvido pelo IFPR – Campus Umuarama, com apoio da Prefeitura e do Centro Cultural Vera Schubert, a exposição é parte do processo de criação do Centro de Documentação Histórica de Umuarama (CEDHU), responsável pela preservação e digitalização do acervo local.
Com fotos históricas e registros emocionantes, a iniciativa busca valorizar homens e mulheres que, embora esquecidos nos livros oficiais, foram fundamentais na construção da cidade. Um dos destaques é a imagem de um homem anônimo exibindo orgulhosamente sua carteira de trabalho – símbolo da conquista de direitos e da valorização da classe trabalhadora.
Na abertura, o coral da OAB Umuarama, regido por Marco Aurélio da Silva Tavares, deu o tom solene da noite, que contou com a presença de representantes da comunidade acadêmica, autoridades culturais, sindicatos e familiares de trabalhadores homenageados, como os descendentes de Nivio de Cuffa.
Mais do que uma homenagem, a mostra propõe uma reflexão urgente sobre o papel do trabalho na sustentação da vida social. “Governos são importantes, mas é do trabalho que vêm alimentos, moradias, saúde e educação”, destaca um trecho do texto curatorial. Em outro, lembra-se que a cultura é um direito humano básico, essencial à dignidade – não apenas um bem de mercado.
A exposição ainda reforça a importância da memória histórica e da cultura popular como ferramentas de resistência diante de interesses que ameaçam o bem comum. Entre os homenageados estão descendentes dos indígenas Xetá e trabalhadores vindos de várias regiões do Brasil.
Quer saber mais sobre a história viva de Umuarama? Aproveite os últimos dias da exposição e compartilhe com quem valoriza nossas raízes.
Fonte: Instituto Federal do Paraná – Campus Umuarama.