ACREDITE!

É muito difícil acreditar, sob a ótima humana,
que um homem cravado com pregos numa cruz, vilipendiado,
machucado, cuspido, sangrando e exangue, possa depois de três
dias, ressuscitar. A visão humana é extremamente, limitada e só
enxerga o que lhe interessa; no entanto, o sofrimento da cruz,
embora difícil de ser entendido, é um marco importante na vida do
homem. A forma de sofrer endurece o coração, mas com
resignação e entendimento é possível compreender quão profundo
é morrer numa cruz e fazer com que os homens se compadeçam.
Todo sofrimento nunca será em vão! O
sofrimento amadurece e empurra o homem a tomar decisões: “ou
sofro, ou me transformo em outro homem.”

O momento da crucificação cheio de
padecimento foi uma forma de se chegar ao homem comum e dizer
para ele: tudo tem um fim, mas há inúmeras formas valiosas para
se recomeçar… Cristo, espantosamente, sofreu, mas, recomeçou
com a ressuscitação. Deu um exemplo divino de superação.

Aquele homem que lamenta que seus planos
nunca dão certo, que sua família não o compreende, que não
desejava que sua vida fosse assim como é, talvez tivesse que
repensar se seu egoísmo de querer vencer sozinho, não deva ser
uma partilha constante. Quando dividimos a dor com o outro, ela se
torna menor, mais compreendida, mais amena, embora a dor seja
algo muito particular. Tudo depende de si mesmo, de se dar a volta
por cima, superar-se, corrigir-se, enfim… É muito difícil a redenção
de um homem resistente que não aceita mudanças. Temos que
aprender com Cristo que é necessário ressuscitar no dia seguinte
da discórdia e dos pregos da Cruz, para tornar-se um ser humano
complacente e feliz.

Ressuscitar todos os dias é o maior desafio

de um homem!

Izaura Varella
Em 18/4/2.025