Deputados defendem APAEs do Paraná no STF contra ação que ameaça leis estaduais

Missão política busca manter repasses públicos para entidades que oferecem educação especial no Estado

Uma comitiva paranaense se reuniu nesta quarta-feira (21), em Brasília, com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para defender as APAEs (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais) diante da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.796. A ação questiona duas leis estaduais — 17.656/2013 e 18.419/2015 — que garantem repasses de recursos públicos a entidades filantrópicas que atuam com educação especial.

A ADI foi proposta pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, que argumenta que os recursos estaduais deveriam ser destinados exclusivamente ao ensino inclusivo na rede regular. A comitiva paranaense, liderada pelo deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa, pediu ao ministro Toffoli que não conceda liminar, destacando o impacto negativo que a suspensão das leis teria sobre milhares de famílias.

“O sistema paranaense é consolidado e garante um atendimento de qualidade, adequado às necessidades dos alunos com deficiência, sem prejudicar as demais modalidades de ensino”, afirmou Curi. Ele representou o governador Ratinho Junior na reunião, acompanhado pelos secretários estaduais Rogério Carboni (Desenvolvimento Social e Família) e Santin Roveda (Justiça), além de deputados estaduais e federais, o procurador-geral do Estado Luciano Borges e representantes das APAEs.

Diversos parlamentares paranaenses também se manifestaram em defesa das instituições. O deputado Pedro Paulo Bazana (PSD) ressaltou a importância de mostrar ao STF a realidade do trabalho das APAEs no Paraná. “Quem conhece uma APAE sabe a diferença que ela faz na vida de cada aluno atendido”, declarou.

A deputada Maria Victoria (PP) enfatizou que as APAEs do Paraná são referência nacional, atuando em parceria com a Secretaria de Estado da Educação. Ela alertou para o risco de retrocesso caso as leis sejam suspensas. Já o deputado Tercilio Turini (MDB) considerou que as legislações estaduais representam um avanço e são fundamentais para garantir o atendimento especializado.

Luiz Claudio Romanelli (PSD) reforçou que a legislação paranaense está em conformidade com o sistema estadual de ensino. “Essa discussão já foi superada no Paraná. As APAEs estão legalmente integradas ao nosso sistema de educação básica”, afirmou. A deputada Márcia Huçulak (PSD) acrescentou que a lei estadual não obriga as famílias a optar pela APAE, respeitando o direito de escolha.

A vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputada Flávia Francischini (União), destacou o comprometimento e a preparação dos profissionais que atuam nas APAEs. Outros parlamentares, como Marcelo Rangel (PSD) e Luciana Rafagnin (PT), também reforçaram o reconhecimento do trabalho histórico das instituições no Estado.

A decisão do STF sobre a liminar ainda não tem data prevista para julgamento.

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Fonte: Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná, com informações das assessorias parlamentares.