Vacina contra chikungunya pode entrar no SUS ainda em 2025

Imunizante do Butantan e Valneva já foi aprovado pela Anvisa e será avaliado para uso na rede pública

O Ministério da Saúde anunciou que vai solicitar a incorporação da vacina contra chikungunya ao Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva, o imunizante teve seu registro aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta será encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que dará seguimento à análise da viabilidade de oferta da vacina na rede pública. Caso seja aprovada e haja capacidade produtiva, a nova vacina poderá ser incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) ainda este ano.

Novo reforço contra as arboviroses

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do Zika vírus. A doença pode causar febre alta, dores intensas nas articulações e, em casos mais graves, evoluir para dor crônica. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou mais de 68 mil casos de chikungunya em 2025, com 56 óbitos confirmados até o dia 14 de abril.

O novo imunizante representa um avanço no combate às arboviroses no país, especialmente em regiões com altos índices de infestação pelo mosquito transmissor.

Tecnologia internacional com produção nacional

A vacina é de dose única, com tecnologia recombinante atenuada, e indicada para adultos a partir de 18 anos com alto risco de exposição ao vírus. Ela é contraindicada para gestantes e pessoas com sistema imunológico comprometido.

Já aprovada por agências internacionais como a FDA (Estados Unidos) e a Agência Europeia de Medicamentos, a produção inicial será feita na Alemanha pela empresa IDT Biologika GmbH. No entanto, está prevista a transferência de tecnologia para que o Instituto Butantan passe a fabricar o imunizante no Brasil futuramente.

Próximos passos

A incorporação da vacina no SUS depende da avaliação da Conitec, que considerará critérios como eficácia, custo-benefício e capacidade de produção. A expectativa do Ministério da Saúde é que a distribuição do imunizante comece assim que houver sinal verde da comissão e disponibilidade da vacina.

Fonte: Agência Brasil – Paula Laboissière