
O governador Beto Richa autorizou a nomeação imediata de servidores para os hospitais das universidades estaduais paranaenses, incluindo 138 servidores para Hospital Universitário (HU) da UEM, em Maringá (a aproximadamente 60km de Cianorte), conforme comunicação feita aos reitores, hoje (19), pelo secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), João Carlos Gomes.
A falta de pessoal vem causando, há anos, problemas aos hospitais universitários, especialmente nos pronto atendimentos. Agravada pelo aumento da demanda, a situação do superlotação no HUs levou alguns a restringir o atendimento à população.
No caso do hospital da UEM, a superintendência do HU, aguardando a nomeação dos aprovados em concurso público realizado em 2015, tem contratado profissionais temporários e utilizado recursos do SUS para esse pagamento.
Segundo o reitor Mauro Baesso, esta prática não é a ideal “porque esses recursos acabam fazendo falta para outros fins como, por exemplo, compra de medicamentos”.
De acordo com Baesso, sem as nomeações anunciadas agora o hospital corria o risco de desativar alas, como ocorreu com o HU de Londrina, que fechou o Centro de Tratamentos de Queimados (CTQ) e restringiu o atendimento no PS.
O HU de Maringá conseguiu criar 27 novos leitos após uma reforma concluída em março deste ano. Com a ampliação, o hospital passou a ter 150 leitos, mas, conforme o reitor, seriam necessárias 500 vagas para atender a demanda da região.
O Pronto Atendimento do HU atende, diariamente, mais de 100 pessoas, sofrendo com a superlotação. Para este ano, está prevista a abertura de mais 100 leitos de retaguarda. As obras tiveram início na semana passada e devem ser concluídas em cerca de um ano e meio, no valor orçado de R$ 14 milhões, oriundos da Secretaria de Saúde do Estado. Os novos leitos devem desafogar o pronto-socorro.
ASC/UEM
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