Desde 2013, toda terça-feira, parte da produção agrícola familiar da Capital do Vestuário tem destino certo: as 12 instituições de ensino estaduais instaladas no município.
Isto porque, por iniciativa do prefeito Bongiorno, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que já é tradicionalmente praticado pela rede municipal, passou a abranger a estadual, por meio da disponibilização de servidores e veículos para a implantação e manutenção, com logística, da regra que prevê o emprego de 30% dos recursos repassados pelo Governo Federal, para a merenda, na compra de gêneros alimentícios vindos direto do campo.
“Na rede municipal, constatamos que este é um programa que possui resultados positivos e muito significativos, tanto para o pequeno produtor, que tem a garantia de comercialização de seus produtos, quanto para o estudante, que conta com um cardápio escolar satisfatório com relação às suas necessidades nutricionais diárias. Assim, por acreditar que o aluno da rede estadual também merece contar com este benefício e, uma vez que a produção agrícola familiar do município dá conta da demanda, abraçamos o desafio desta execução”, contou o prefeito Bongiorno.
São frutas, hortaliças, temperos, sementes, legumes, tubérculos, leite e produtos da agroindústria, como pães e bolachas, que incrementam a merenda servida nos 10 colégios estaduais, inclusive dos localizados nos distritos, bem como do CEEBJA e da Escola João Paulo I (APAE). “Antes, grande parte da merenda escolar era composta por alimentos enlatados. Já com o PNAE, nesses dois últimos anos, aproximadamente 80 toneladas de produtos vindos direto do campo passaram a integrar o cardápio das escolas estaduais, fazendo a diferença na rotina dos alunos”, contou o secretário municipal de Agricultura, Waldiley Domingos. “O gerenciamento do programa é bastante complexo, porém os resultados são muito satisfatórios. Cada um dos envolvidos – sendo a União, o Estado, o Município, o Núcleo Regional de Educação e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais – desempenha um papel no processo e, ao final de cada mês, os recursos financeiros são repassados à Associação dos Feirantes que realiza o pagamento dos produtores de acordo com a quantidade de alimentos que foi entregue.
Em 2013 e 2014, no total, foram movimentados R$ 160 mil”, informou o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura, que é responsável pelo PNAE na rede estadual, José Bataglini. Segundo o produtor de laranjas, Valdir Vageti, antes de participar do PNAE, parte da produção tinha destino incerto, pois dependia, por exemplo, dos comerciantes da cidade, e o valor nem sempre era atraente. “Já o programa, com base no número de alunos de cada escola, estabelece a quantidade que deve ser entregue por semana e o preço não oscila como no mercado, visto que é tabelado e segue durante todo o ano, independente da safra. Assim, a gente tem a garantia da venda e a um valor justo. Por isso, é bom participar”, afirmou o agricultor que, em 2015, é um dos 14 fornecedores de alimentos para a rede estadual.
Criado em 1983, o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, representa a maior e mais abrangente experiência em programas de alimentação e nutrição na América do Sul, com o objetivo de garantir, por dia, no mínimo uma refeição, oferecida no período em que o aluno se encontra na escola, que supra ao menos 15% dos requisitos nutricionais diários. O Paraná, segundo dados do próprio Governo Estadual, é o único estado do Brasil que cumpre a meta de comprar 30% da alimentação escolar da agricultura familiar.
Texto e foto: Assessoria da Prefeitura
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