Fiocruz aponta redução das hospitalizações por bronquiolite em grande parte do país, mas cinco estados ainda apresentam níveis de alerta para casos graves
Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR) entre crianças de até 2 anos estão diminuindo em grande parte do Brasil. A informação consta no Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira, 16 de julho, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O VSR é uma das principais causas de bronquiolite e de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês e crianças pequenas. Apesar da tendência de queda, alguns estados ainda registram incidência elevada da doença.
Queda do VSR reduz hospitalizações infantis
Segundo a Fiocruz, a redução dos casos de SRAG entre crianças de até 4 anos está relacionada principalmente à diminuição das internações provocadas pelo VSR.
A incidência, no entanto, permanece em níveis considerados altos em algumas regiões. O cenário exige atenção de pais, responsáveis e profissionais de saúde, especialmente diante do aparecimento de sintomas respiratórios.
Cinco estados permanecem em alerta
Das 27 unidades da Federação, cinco apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, além de tendência de crescimento no longo prazo.
Estão nessa situação Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Entre jovens, adultos e idosos, a redução das hospitalizações está ligada principalmente à queda dos casos de influenza A. Já entre crianças de 5 a 14 anos, a diminuição ocorre sobretudo pela redução dos casos graves de rinovírus.
Higiene e vacinação continuam essenciais
O InfoGripe recomenda a manutenção das medidas de prevenção contra vírus respiratórios. Entre os cuidados estão lavar as mãos com frequência e cobrir o nariz e a boca com o braço ou com um lenço de papel ao tossir ou espirrar.
Pessoas com sintomas de gripe ou resfriado devem permanecer em isolamento sempre que possível. Caso precisem sair de casa, a recomendação é usar máscara e evitar contato próximo com outras pessoas.
A Fiocruz também reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente contra a influenza, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Crianças têm mais casos e idosos mais mortes
O levantamento mostra que a incidência e a mortalidade por SRAG continuam concentradas nos extremos das faixas etárias. Crianças de até 2 anos apresentam a maior incidência da síndrome, enquanto pessoas com 65 anos ou mais registram a maior mortalidade.
Nas crianças pequenas, os casos graves estão associados principalmente ao VSR. Entre os idosos, a principal causa das mortes é a influenza A.
Brasil já notificou mais de 115 mil casos de SRAG
Em 2026, o Brasil já registrou 115.203 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Desse total, 60.200, o equivalente a 52,3%, tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Outros 39.743 casos, ou 34,5%, apresentaram resultado negativo. Pelo menos 8.218 notificações, correspondentes a 7,1%, ainda aguardavam resultado laboratorial.
Entre os casos positivos registrados no ano, 40,2% foram provocados pelo vírus sincicial respiratório. O rinovírus respondeu por 30,2%, enquanto a influenza A representou 20,8%.
A influenza B e a Covid-19 corresponderam, cada uma, a 4,5% dos casos positivos.
Pais e responsáveis devem procurar atendimento médico diante de dificuldade para respirar, piora dos sintomas ou sinais de cansaço intenso nas crianças.
Fonte: Agência Brasil.