Ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz reúne relatos inéditos sobre decisões, desafios e aprendizados da pandemia no Brasil.
A ex-ministra da Saúde Nísia Trindade lança nesta quarta-feira (1º), em Brasília, o livro Ainda há tempo: a pandemia de covid-19 e a transformação do futuro. A obra apresenta bastidores da atuação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) durante a emergência sanitária e resgata episódios decisivos do enfrentamento à covid-19.
Primeira mulher a presidir a Fiocruz, Nísia esteve à frente da instituição em um dos períodos mais críticos da pandemia. No livro, ela narra desafios como a implantação de um hospital de emergência de alta complexidade em Manguinhos, no Rio de Janeiro, e as negociações para a transferência de tecnologia da vacina AstraZeneca.
Memória da pandemia
Segundo Nísia Trindade, preservar a memória coletiva da pandemia é essencial para compreender os impactos da crise sanitária e evitar que erros sejam repetidos no futuro.
“O silêncio é o pior adversário diante de traumas, ainda mais quando podemos considerá-los coletivos”, afirmou a ex-ministra.
A publicação reúne relatos inéditos sobre a resposta da Fiocruz à covid-19 e destaca a importância da ciência, do Sistema Único de Saúde (SUS) e da cooperação institucional diante de emergências de saúde pública.
Lançamentos em Brasília e no Rio de Janeiro
O lançamento do livro ocorre nesta quarta-feira, às 19h, na Livraria da Travessa, no Casa Park Shopping, em Brasília.
Na quinta-feira (2), Nísia Trindade participa de outro encontro de lançamento, marcado para as 17h, na PUC-Rio, no Rio de Janeiro.
Exposição no Rio de Janeiro
A agenda também inclui a exposição Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro, inaugurada nesta semana no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro.
Concebida por Nísia Trindade, a mostra reúne documentos, relatos, instalações, testemunhos, vídeos e minidocumentários produzidos com a participação de cientistas que também atuaram na curadoria.
A expografia e a cenografia são assinadas por André Cortês. Para o cenógrafo, a criatividade coletiva tem papel central nos momentos de crise.
“A nossa mensagem é ‘poderia ter sido diferente’ e lembrar sempre uma forma de não repetir os erros do passado”, afirmou Cortês.
O lançamento do livro e a exposição reforçam o debate sobre os impactos da covid-19 no Brasil, a importância da memória e os desafios para transformar as lições da pandemia em políticas públicas para o futuro.
Fonte: Agência Brasil.