Portaria publicada no Diário Oficial da União amplia o uso do antibiótico como profilaxia pós-exposição a infecções sexualmente transmissíveis bacterianas.
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai passar a usar a doxiciclina 100 mg também como medida preventiva contra sífilis e clamídia. A mudança foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 13 de março de 2026.
Com a decisão, o antibiótico passa a integrar a estratégia de profilaxia pós-exposição para infecções sexualmente transmissíveis bacterianas. A medida amplia o uso do medicamento na rede pública e reforça as ações de prevenção adotadas pelo Ministério da Saúde.
Como a medida será implantada
Segundo a portaria, a ampliação foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Agora, as áreas técnicas do governo terão prazo de até 180 dias para efetivar a oferta do medicamento no SUS.
A nova diretriz vale para a prevenção de sífilis e clamídia em casos de exposição, conforme os critérios que serão definidos pela pasta. A expectativa é ampliar o acesso à prevenção e reduzir o avanço dessas infecções no país.
O que são sífilis e clamídia
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença tem cura, pode apresentar diferentes estágios clínicos e é transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo, quando há contato com lesões.
A infecção também pode ocorrer de forma vertical, da gestante para o bebê, durante a gravidez ou no parto. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado seguem como medidas centrais no controle da doença.
Já a clamídia é uma IST que afeta, na maioria dos casos, os órgãos genitais, mas também pode atingir garganta e olhos. A transmissão ocorre por contato sexual anal, oral ou vaginal, além da forma congênita, quando a infecção é passada da mãe para o bebê durante a gestação.
Reforço na prevenção
A ampliação do uso da doxiciclina representa mais uma frente de prevenção dentro do SUS. A iniciativa se soma a outras estratégias já adotadas pelo sistema público, como testagem, distribuição de preservativos, acompanhamento pré-natal e tratamento das ISTs.
A decisão também ocorre em um momento de atenção redobrada às políticas públicas voltadas à saúde sexual e reprodutiva. O foco é reduzir complicações, ampliar o acesso à informação e fortalecer a resposta da rede pública.
Fonte: Agência Brasil.