Oscar Schmidt e campeões olímpicos do Brasil terão trajetória eternizada
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) revelou nesta sexta-feira (9) os cinco atletas que serão homenageados este ano no Hall da Fama do esporte olímpico brasileiro. Entre os escolhidos está Oscar Schmidt, maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos e lenda do basquete mundial. A honraria também vai para Ricardo Santos e Emanuel Rego, campeões olímpicos no vôlei de praia, e para os velejadores Alexandre Welter e Lars Björkström, primeiros brasileiros a conquistarem o ouro em uma Olimpíada.
Criado em 2018, o Hall da Fama do COB celebra as maiores personalidades do esporte olímpico do país. Os homenageados terão suas marcas de mãos e pés eternizadas em moldes durante cerimônia especial, com data e local ainda a serem anunciados.
“É um orgulho enorme para o COB homenagear esses gigantes. Não é só sobre reconhecer os grandes feitos e guardar seus nomes na história, é garantir que suas trajetórias sigam inspirando, sigam vivas para sempre, como um farol, dentro do esporte olímpico brasileiro”, destacou Marco La Porta, presidente do COB.
Com os novos indicados, o Hall da Fama passa a contar com 39 personalidades homenageadas desde sua criação. Em 2025, os reconhecidos foram a ginasta Daiane dos Santos, o judoca Edinanci Silva, o tenista Gustavo Kuerten e o atirador Afrânio Costa (in memoriam).
Conheça os atletas homenageados em 2026:
Oscar Schmidt – Basquete
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (de 1980 a 1996) e é o único jogador a ultrapassar 1.000 pontos em Olimpíadas. Mesmo sem nunca ter atuado na NBA, faz parte tanto do Hall da Fama da FIBA quanto do Hall da Fama da NBA, e é considerado um dos 100 maiores jogadores de todos os tempos.
Ricardo Santos e Emanuel Rego – Vôlei de Praia
Campeões olímpicos em Atenas 2004 e bronze em Pequim 2008, foram protagonistas de uma das parcerias mais vitoriosas do vôlei de praia. A dupla venceu cinco circuitos mundiais, foi campeã mundial em 2003 e conquistou o ouro no Pan do Rio, em 2007. Seu legado consolidou a modalidade como uma das mais fortes do país.
Alex Welter e Lars Björkström – Vela
Responsáveis pela primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na vela, na classe Tornado, nos Jogos de Moscou 1980. Eles encerraram um jejum de 24 anos sem medalhas olímpicas para o Brasil. Após se aposentarem, seguiram atuantes no esporte e foram voluntários na Rio 2016. São hoje os campeões olímpicos vivos mais antigos do país.
A homenagem reforça o papel fundamental da memória esportiva na valorização do legado olímpico brasileiro, especialmente em um ano que se encaminha para os Jogos de Paris 2026.
Fique ligado: em breve o COB divulgará a data da cerimônia oficial.
Fonte: Agência Brasil