Boletim InfoGripe indica queda sustentada e sem estados em nível de alerta
O Brasil registra uma tendência de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o primeiro boletim InfoGripe de 2026, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (8). A análise abrange a Semana Epidemiológica 53, encerrada em 3 de janeiro, e mostra que nenhum estado ou capital está em nível de alerta ou alto risco.
A redução se confirma tanto nas tendências de curto quanto de longo prazo. Os dados indicam que a maior incidência segue concentrada em crianças pequenas, enquanto as mortes continuam afetando principalmente os idosos.
Em 2025, o país contabilizou 13.678 mortes por SRAG, das quais 6.889 tiveram confirmação laboratorial de algum vírus respiratório.
Entre os vírus mais identificados nos óbitos, destacam-se o influenza A (47,8%), o Sars-CoV-2 (Covid-19) (24,7%), além de rinovírus (14,9%), vírus sincicial respiratório (10,8%) e influenza B (1,8%).
Vírus em circulação: impacto maior entre crianças
O boletim aponta que os casos recentes de SRAG estão associados principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus, ambos com maior impacto entre o público infantil. Segundo os especialistas, a análise ainda pode sofrer alterações, já que se refere às últimas quatro semanas epidemiológicas, quando parte dos resultados laboratoriais ainda está em processamento.
Além disso, 5.524 mortes registradas ao longo de 2025 apresentaram resultado negativo para vírus respiratórios, e ao menos 222 óbitos ainda aguardam confirmação laboratorial.
Monitoramento contínuo
O boletim InfoGripe é um dos principais instrumentos de monitoramento de doenças respiratórias no Brasil e é produzido semanalmente pela Fundação Oswaldo Cruz, com base em notificações do Sistema de Vigilância da Gripe (Sivep-Gripe), do Ministério da Saúde.
A atual situação aponta para um cenário de baixa circulação viral generalizada, sem necessidade de alerta em praticamente todo o país, reforçando a importância da vacinação e da vigilância constante, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Fique atento aos sinais respiratórios graves e mantenha sua vacinação em dia. Compartilhe esta informação e ajude a prevenir novas ondas de contágio.
Fonte: Agência Brasil