Casos de intoxicação por metanol sobem no Brasil e já somam 8 mortes

Pernambuco confirma as primeiras vítimas fora de SP; 107 casos seguem em investigação

Subiu para 41 o número de casos confirmados de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas no Brasil, com três novas mortes registradas nesta quarta-feira (15). Os óbitos aconteceram em Jundiaí (SP) e em duas cidades de Pernambuco, marcando as primeiras vítimas fora do estado de São Paulo desde o início do surto, em 26 de setembro.

Ao todo, o país soma 8 mortes confirmadas pela ingestão da substância tóxica: seis em São Paulo e duas em Pernambuco. Outros 10 óbitos seguem sob investigação em estados como Mato Grosso do Sul, Paraíba e Paraná.

Casos confirmados se espalham pelo país

A contaminação por metanol, altamente tóxica e potencialmente fatal, vem preocupando autoridades de saúde e segurança. Além de São Paulo, os casos já atingem outros três estados:

  • São Paulo: 33 casos
  • Paraná: 4 casos
  • Pernambuco: 3 casos
  • Rio Grande do Sul: 1 caso

Estados com casos sob investigação:

  • São Paulo: 57
  • Pernambuco: 31
  • Rio de Janeiro: 6
  • Mato Grosso do Sul: 4
  • Piauí: 3
  • Rio Grande do Sul: 3
  • Alagoas, Goiás e Paraná: 1 cada

Ação da polícia: 100 mil garrafas destruídas

Enquanto os números aumentam, as autoridades intensificam as operações contra a falsificação de bebidas. A Polícia Civil de São Paulo anunciou nesta quarta-feira a destruição de mais de 100 mil garrafas usadas em um esquema de adulteração de bebidas alcoólicas descoberto em um galpão clandestino na zona leste da capital.

O material, que totaliza 7 toneladas de vidro, foi enviado para reciclagem com autorização judicial. A ação visa combater o crime e reduzir riscos ambientais.

Alerta à população

O Ministério da Saúde e os órgãos de vigilância sanitária reforçam o alerta: bebidas alcoólicas de origem duvidosa devem ser evitadas. O metanol, usado indevidamente para falsificar bebidas, é extremamente perigoso e pode causar cegueira, falência de órgãos e morte.


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Fonte: Agência Brasil, Ministério da Saúde