
As polícias Militar e Civil de Cianorte trabalham para dar uma resposta rápida aos crimes que acontecem na cidade e também para evitar um clima de “alarmismo” na comunidade. Apesar de dois crimes de grande impacto que aconteceram na semana passada, as polícias agiram rápido e prenderam os envolvidos. Apenas um dos 11 criminosos envolvidos nos dois crimes segue foragido. “Foram episódios tristes, lamentáveis, mas que tiveram uma reposta rápida das polícias de Cianorte”, comentou o capitão da 5a Companhia Independente de Polícia Militar, Cláudio Silva. “Foram casos que não são corriqueiros na nossa cidade”.
Um outro exemplo vem da Polícia Civil. Um adolescente de 17 anos de idade foi apreendido no dia 2 de fevereiro. Ele é suspeito de um assassinato em Cianorte no dia 30 de dezembro de 2016 e confessou o crime para o delegado Ítalo Sega.
Outra preocupação das polícias também é evitar que as pessoas divulguem notícias falsas, como já aconteceu na internet. Como boato de que a quadrilha de assaltantes tinha base em Cianorte. E até de uma lista de difamação que foi divulgada no ano passado por um aplicativo de telefone celular. Situações que preocupam a comunidade e atrapalham o trabalho policial. E que pode levar para a cadeia quem divulga ou compartilha.
MANIFESTO – A população cianortense foi às ruas no último sábado (18). Uma passeata (foto) mobilizou pessoas preocupadas com a violência urbana na cidade. E uma reunião do Conselho de Segurança de Cianorte (Consec) será realizada amanhã (22) sobre o assunto, já que o Consec conhece as demandas da sociedade. “Não remete a um alarmismo”, explica o presidente do Consec, Roni de Godois. “Cobramos melhores viaturas, equipamentos, a transferência de presos condenados, a 2ª Vara Criminal. Coisas que elevam o grau de segurança da cidade”.
Ironicamente, Cianorte foi muito beneficiada pelo governo paranaense na Segurança Pública. Tanto as polícias Civil e Militar receberam melhorias e ampliações em suas estruturas nos últimos ano. O que possibilitou, inclusive, a iniciativas que pouco tinham prioridade antes nas polícias locais – pela falta de estrutura – como contra crimes de violência doméstica e de trânsito.
Roni de Godois aponta uma questão cultural nos casos que aconteceram em Cianorte: “que os eventos chegaram perto de suas zonas de conforto”. Ou seja, espera acontecer algo grave para tomar alguma medida. O que envolve ações e desdobramentos nas polícias Militar, Civil e no Judiciário.
Confira quais foram os dois crimes impactantes da semana passada:
No dia 15 de fevereiro, uma quadrilha tentou assaltar a agência do Banco do Brasil, no centro de Cianorte. A Polícia Militar chegou rápido ao local e encontrou os ladrões ainda dentro da agência. Houve um tiroteio, parte da quadrilha fugiu e um assaltante foi baleado e capturado ferido. Seis pessoas foram presas e os reféns foram libertados sem ferimentos. O caso ganhou repercussão nacional.
No outro caso, o cianortense Leonardo Zanetti, 20 anos, foi morto durante um assalto que teria acontecido no dia 13 de fevereiro. A vítima teria sido espancada e morta porque teria olhado para os ladrões durante o assalto. O corpo da vítima foi encontrado no dia 15 e o carro dela no último domingo (19). O crime teria acontecido com a participação de cinco criminosos, sendo que quatro estão presos e um estava foragido até ontem (20). Os ladrões queria levar o carro da vítima para trocar por drogas.
Texto: Andye Iore / Foto: Júnior Valim
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