Planetário do Paraná chega a 58% e terá tecnologia alemã

Com investimento total de cerca de R$ 90 milhões, novo planetário em Pinhais será um dos mais modernos da América Latina e tem previsão de entrega até março de 2027.

O novo planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, já está com 58% das obras concluídas. O governador Carlos Massa Ratinho Junior vistoriou a construção nesta terça-feira (3), destacando a tecnologia de projeção alemã que será instalada no espaço, considerado pelo Governo do Paraná um dos mais modernos da América Latina.

A expectativa é que a estrutura seja entregue até março de 2027, ampliando as oportunidades de aprendizado científico e atraindo visitantes de diferentes regiões. O complexo poderá receber até 150 mil pessoas por ano, entre estudantes, pesquisadores, turistas e famílias.

Tecnologia alemã de R$ 31 milhões chega ao Paraná em novembro

Um dos principais diferenciais do novo planetário será o sistema de projeção desenvolvido pela empresa alemã Zeiss, referência internacional em equipamentos astronômicos. A tecnologia, adquirida por 5,16 milhões de euros, equivalentes a aproximadamente R$ 31 milhões na época da compra, tem chegada prevista ao Porto de Paranaguá em 7 de novembro.

Após os procedimentos aduaneiros, os equipamentos serão transportados até Pinhais para o início da instalação. O sistema promete proporcionar uma experiência imersiva, permitindo que os visitantes explorem o universo por meio de projeções de alta definição.

A estrutura contará com uma cúpula de 18 metros de diâmetro e 508 metros quadrados de superfície de projeção. O equipamento combinará o projetor óptico-mecânico Asterion Premium com 11 projetores digitais VELVET LED.

O Asterion Premium poderá reproduzir aproximadamente nove mil estrelas visíveis a olho nu em condições ideais, além de simular a Via Láctea, os planetas, a Lua e diferentes fenômenos astronômicos. Já os projetores digitais permitirão exibir animações, vídeos e conteúdos educativos em toda a superfície da cúpula.

Obras avançam e entrega está prevista para março de 2027

Durante a vistoria, Ratinho Junior destacou o potencial educacional e turístico do empreendimento. Segundo o governador, a proposta é oferecer uma experiência diferenciada tanto para alunos da rede pública quanto para estudantes de instituições privadas e visitantes.

“Será o maior complexo da América Latina e com o equipamento mais moderno do continente. Com esse projeto, traremos mais oportunidades para os nossos jovens estudantes, não só os da rede pública, mas também os da rede privada, além dos turistas”, afirmou.

Atualmente, os serviços de fundação e terraplanagem estão concluídos, enquanto a estrutura de concreto e alvenaria atingiu 98% de execução. A montagem da estrutura de madeira engenheirada ultrapassou 75%, e as equipes avançam nas instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e na preparação das áreas externas.

A diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Eliane Teruel Carmona, informou que as equipes trabalham inclusive à noite e nos finais de semana para cumprir o cronograma.

“Pretendemos entregar a obra até março, incluindo a instalação da cúpula, de todos os equipamentos e de todo o mobiliário”, explicou.

Investimento total chega a R$ 90 milhões

O empreendimento reúne investimentos em infraestrutura, tecnologia e equipamentos educacionais. Somente as obras representam R$ 46,5 milhões, com recursos da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), por meio do Fundo Paraná.

Considerando a construção, o sistema de projeção, o mobiliário e os demais equipamentos, o investimento total previsto é de aproximadamente R$ 90 milhões, segundo informações apresentadas pelo Fundepar.

A nova estrutura terá mais de 4,5 mil metros quadrados de área construída, incluindo auditório, salas de exposição, espaços pedagógicos, ambientes administrativos e áreas de atendimento aos visitantes.

O projeto também prevê melhorias no entorno, como a revitalização e o paisagismo da trilha do Rio Canguiri, localizada dentro do Parque da Ciência Newton Freire Maia.

Sustentabilidade é destaque na construção

Além da tecnologia astronômica, o planetário contará com soluções construtivas voltadas à sustentabilidade. Uma delas é a utilização de madeira engenheirada, produzida a partir de camadas de madeira unidas sob alta pressão.

A técnica proporciona resistência estrutural e pode reduzir a geração de resíduos em comparação com métodos convencionais de construção. O objetivo é combinar eficiência, durabilidade e menor impacto ambiental.

O projeto arquitetônico, denominado Órbita, foi desenvolvido pelo escritório Nardo Grothge Arquitetos, vencedor de um concurso nacional. A proposta foi inspirada nos movimentos dos corpos celestes, buscando unir funcionalidade e identidade visual ao novo espaço científico.

Planetário poderá receber 150 mil visitantes por ano

A expectativa da administração do Parque da Ciência é transformar o novo planetário em um importante polo de educação, pesquisa e turismo científico no Paraná.

Segundo o diretor do parque, Anisio Lasievicz, a estrutura permitirá ampliar significativamente o atendimento ao público, oferecendo experiências educativas mais completas e acessíveis.

“O Parque da Ciência já era um dos maiores espaços de divulgação científica do Brasil. Com uma obra dessa magnitude, conseguimos ampliar sensivelmente nossa capacidade de atendimento, proporcionando uma experiência mais imersiva e educativa aos visitantes”, destacou.

O espaço também deverá receber atividades universitárias, eventos científicos, projetos de extensão e iniciativas relacionadas à astronomia. Entre as possibilidades previstas está a criação de uma escola de astronomia para atender diferentes públicos e incentivar a formação de clubes de ciências.

Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o projeto representa uma integração entre diferentes órgãos do Governo do Paraná, com foco na formação científica dos estudantes e no fortalecimento da educação.

Com a conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2027, o novo planetário deverá ampliar o acesso da população ao conhecimento astronômico e fortalecer o turismo científico na Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná (AEN), Governo do Paraná.