Ibovespa sobe 1,4% e dólar fecha em R$ 5,15 com queda do petróleo

Mercado financeiro reage à redução das tensões no Oriente Médio; bolsa supera os 183 mil pontos, enquanto petróleo Brent recua 11% no cenário internacional.

O mercado financeiro teve um dia de recuperação nesta terça-feira, 10 de março de 2026. Em meio à percepção de redução das tensões no Oriente Médio, a Bolsa brasileira voltou a subir com força, superou os 183 mil pontos e registrou o melhor desempenho diário desde fevereiro.

O índice Ibovespa, principal indicador da B3, encerrou o pregão aos 183.447 pontos, com alta de 1,4%. O avanço foi puxado principalmente por ações de bancos, em um dia de maior apetite por risco entre os investidores.

No câmbio, o dólar comercial fechou vendido a R$ 5,157, com queda de 0,15%. A moeda norte-americana chegou a subir para R$ 5,18 ao longo da manhã, mas perdeu força durante a tarde. Mesmo assim, o ritmo de recuo diminuiu no fim do dia diante das preocupações sobre uma possível escalada envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz.

As atenções do mercado seguiram voltadas para as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Agência Brasil, Trump afirmou que o país daria uma “resposta militar sem precedentes” caso o Irã instalasse minas no Estreito de Ormuz, embora tenha dito não ter recebido relatos confirmando a presença desses dispositivos.

No cenário internacional, o petróleo teve forte queda. O barril do tipo Brent, referência global, fechou cotado a US$ 87,80, com recuo de 11%, após declarações de Trump indicando que a guerra no Oriente Médio estaria próxima do fim.

A baixa do petróleo pressionou os papéis da Petrobras, que têm grande peso na composição do Ibovespa. As ações ordinárias da estatal caíram 0,19%, enquanto as preferenciais recuaram 0,53%.

Mercado monitora petróleo, dólar e Oriente Médio

A combinação entre alívio geopolítico, queda do petróleo e oscilação do dólar segue no radar dos investidores. Nos próximos dias, o comportamento desses fatores deve continuar influenciando o desempenho da Bolsa e dos ativos brasileiros.

O que acompanhar agora

Analistas acompanham com atenção os desdobramentos no Oriente Médio, especialmente qualquer movimentação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Novas sinalizações sobre o conflito podem alterar rapidamente o humor dos mercados.

Fonte: Agência Brasil.