Ação conjunta verifica licença ambiental, estrutura e destino do efluente para evitar danos à rede de esgoto e ao meio ambiente.
A fiscalização sobre o destino dos resíduos das lavagens de veículos já está em andamento em Maringá e tem foco na orientação e na regularização de possíveis irregularidades. Equipes da Sanepar, do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) e da Agência Maringaense de Regulação (AMR) estão visitando estabelecimentos para conferir documentos e a estrutura usada no tratamento e encaminhamento do efluente.
Lava-rápidos, funilarias, oficinas mecânicas e estacionamentos estão entre os alvos das vistorias. A checagem busca reduzir riscos à operação do sistema de esgotamento sanitário e impedir impactos ambientais causados pelo descarte inadequado.
O que a fiscalização avalia nos estabelecimentos
A lista de verificação inclui itens diretamente ligados ao controle de resíduos e ao escoamento correto da água contaminada. Entre os principais pontos observados estão:
- caixas separadoras (para reter sólidos e separar óleo e graxas)
- canaletas e calhas para direcionamento do efluente
- cobertura e adequação da área de lavagem
- comprovação de destinação correta do residual
Segundo a Sanepar, quando o descarte é feito fora das normas, o resultado pode ser aumento de sólidos e carga orgânica na rede, elevando a dificuldade de tratamento do esgoto e o risco de danos ambientais.
“Quem agradece é o meio ambiente”, diz gerente da Sanepar
O gerente geral da Sanepar na Região Noroeste, Vitor Gorzoni, afirma que o objetivo principal é orientar empreendedores para que operem dentro das regras. Ele alerta que o envio inadequado desses resíduos pode deixar o esgoto “fora das normas ambientais”, criando dificuldades no processo de tratamento.
Para Gorzoni, a ação reforça a parceria com o município e traz benefícios coletivos. “No final, quem agradece mesmo é o meio ambiente. O saneamento correto beneficia toda a população”, destacou.
Licença ambiental e anuência da Sanepar são exigidas, inclusive para MEI
A gerente de fiscalização ambiental do IAM, Mikaella Favaram Zanelatto, reforça que estabelecimentos com atividade de lavagem de carros precisam estar licenciados. Além da licença ambiental, também é exigida a carta de anuência da Sanepar — independentemente de o negócio estar registrado como microempreendedor individual (MEI).
A fiscalização integrada, segundo o IAM, começou em setembro do ano passado e deve seguir ao longo de 2026. Em Maringá, a lista de empreendimentos cadastrados em CNAEs que abrangem lavagem de veículos passa de 700.
Como a operação está sendo feita na cidade
O trabalho ocorre de forma intensiva um dia por semana, com quatro equipes divididas por regiões de Maringá (Zonas Norte e Sul). A estratégia, de acordo com o IAM, permite manter o reforço na ação conjunta sem interromper outras rotinas de fiscalização ambiental do município.
A orientação também é um ponto central da abordagem. O objetivo declarado é regularizar situações adversas e reduzir riscos ambientais, sem prejudicar a atividade econômica local.
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Fonte: Sanepar