Metanol em bebida alcoólica mata homem na Bahia e leva município a proibir destilados

Sete casos de intoxicação foram confirmados em Ribeira do Pombal; investigação aponta depósito como origem

Uma festa de noivado no interior da Bahia terminou em tragédia. Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, morreu na última sexta-feira (2) após ser intoxicado por metanol, substância tóxica encontrada em bebidas alcoólicas consumidas na cidade de Ribeira do Pombal, nordeste do estado. Ele estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e foi a primeira vítima a apresentar sintomas.

Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas, sendo que seis delas ingeriram vodca contaminada durante uma festa. A suspeita é que as bebidas adulteradas tenham sido compradas no mesmo depósito, alvo da investigação conduzida pelas autoridades baianas.

Antídoto e ação rápida evitaram mais mortes
Segundo a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), a rápida atuação conjunta entre estado, prefeitura e Ministério da Saúde, além do uso do antídoto adequado, foi fundamental para salvar quatro das vítimas, que já tiveram alta médica. Outras duas permanecem hospitalizadas em Salvador.

A confirmação da presença de metanol veio no dia 31 de dezembro, por meio de laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que analisou amostras das bebidas e do sangue das vítimas.

Venda de destilados está proibida temporariamente
Diante do risco à saúde pública, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a suspensão temporária da venda e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida vale até 5 de janeiro de 2026 e se aplica a bares, restaurantes, comércios ambulantes, eventos e qualquer forma de distribuição gratuita ou promocional.

A fiscalização será realizada pela Vigilância Sanitária, com apoio da Guarda Civil e outros órgãos. A prefeitura justificou a decisão como preventiva e emergencial, para evitar novos casos de contaminação.

Riscos do metanol em bebidas
O metanol é altamente tóxico, e sua ingestão pode causar cegueira, falência renal, danos neurológicos e até a morte, mesmo em pequenas quantidades. A substância é, por vezes, usada ilegalmente na adulteração de bebidas devido ao seu baixo custo.

Autoridades reforçam o alerta para que a população evite consumir bebidas de origem desconhecida ou sem procedência comprovada. A investigação continua, e os responsáveis pela distribuição do produto adulterado podem responder criminalmente.


Fonte: Agência Brasil