Análise da prisão de Rodrigo Bacellar é adiada na Alerj

Reunião decisiva da CCJ será na segunda-feira; processo pode seguir para plenário

A reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que avaliaria a manutenção da prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi adiada para a próxima segunda-feira (8). A deliberação era aguardada para esta sexta-feira (5), mas foi postergada por decisão interna dos parlamentares.

O encontro é considerado etapa essencial para definir os rumos políticos e jurídicos do caso, já que cabe à CCJ decidir se o parecer será levado ao plenário da Alerj, onde os deputados poderão votar pela manutenção ou revogação da prisão de Bacellar.

Prisão ocorreu durante operação da PF

Rodrigo Bacellar foi preso na última quarta-feira (3) durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. O parlamentar também é acusado de orientar o deputado TH Joias a destruir provas que poderiam comprometer aliados políticos.

A prisão ocorreu dentro da sede da Superintendência da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, e causou forte repercussão no meio político fluminense. Bacellar é presidente da Alerj desde 2023 e considerado um dos nomes mais influentes do União Brasil no estado.

Decisão da CCJ pode mudar cenário político na Alerj

Com o adiamento, a expectativa se volta para segunda-feira, quando a CCJ poderá encaminhar o processo ao plenário. Uma eventual votação pela manutenção da prisão pode aprofundar a crise política no Legislativo estadual.

A convocação original da reunião foi publicada em edição extra do Diário Oficial da Alerj na noite de quinta-feira (4), e assinada pelo presidente em exercício, deputado Guilherme Delaroli (PL).


Continue acompanhando a cobertura completa do caso Bacellar. A decisão da Alerj pode redefinir os rumos do poder no Rio de Janeiro.


Fonte: Agência Brasil