Ato do Dia do Trabalhador pressiona por redução da jornada semanal e melhores condições de trabalho
O Dia do Trabalhador foi marcado por protestos em diversas capitais do país, com foco na exigência pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas. As manifestações reuniram sindicatos, movimentos sociais e parlamentares em defesa de mais qualidade de vida para os trabalhadores.
Em Brasília, manifestantes se concentraram na Rodoviária do Plano Piloto, um dos principais pontos de transporte público do Distrito Federal. Além de distribuir panfletos, representantes do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e de partidos como PSOL e Unidade Popular defenderam que o atual modelo de trabalho é desumano, especialmente para mulheres e trabalhadores precarizados.
O tema da escala 6×1 – seis dias de trabalho para apenas um de descanso – ganhou força a partir de 2023, com mobilizações nas redes sociais e greves em supermercados e fábricas. Hoje, há três Propostas de Emenda à Constituição (PECs) tramitando no Congresso Nacional que propõem a redução da jornada de trabalho, sendo a mais recente de autoria da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), ainda parada na Câmara dos Deputados.
A proposta da deputada prevê jornada máxima de 36 horas semanais e quatro dias de trabalho por semana. No Senado, a PEC 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS), também trata do tema, com redução gradual da jornada. Todas as propostas, no entanto, enfrentam resistência para avançar nas comissões.
A influenciadora digital Andressah Catty, com mais de 5 milhões de seguidores, participou do ato em Brasília e criticou a disseminação de desinformação sobre o impacto da medida no comércio. “É uma falsa narrativa. Estamos falando de grandes redes que lucram bilhões, não de pequenos comerciantes. Reduzir jornada é aumentar qualidade de vida e girar a economia”, disse.
Em pronunciamento oficial, o presidente Lula defendeu que o debate seja ampliado. “Está na hora de o Brasil dar esse passo ouvindo todos os setores da sociedade para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar dos trabalhadores”, declarou em rede nacional.
Com o tema ganhando cada vez mais visibilidade, movimentos sociais e centrais sindicais prometem manter a mobilização para pressionar o Congresso a votar a proposta ainda em 2025.
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Fonte: Agência Brasil (Pedro Rafael Vilela) – Fotos: José Cruz/Agência Brasil