Security by Design: o pilar essencial da cibersegurança moderna

Conceito prioriza proteção desde a criação de softwares e já é exigência entre empresas e governos

O modelo Security by Design, ou segurança desde a concepção, tem se consolidado como um dos pilares da cibersegurança moderna. Em um cenário global cada vez mais afetado por ataques cibernéticos sofisticados, o conceito propõe que a segurança digital não seja um complemento, mas sim uma base estrutural do desenvolvimento de softwares e sistemas.

Órgãos internacionais, como a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), já defendem que fabricantes de tecnologia adotem processos que priorizem a segurança desde o início da criação de produtos. Isso inclui transparência sobre vulnerabilidades, responsabilização pelos riscos enfrentados pelos usuários e uma cultura organizacional voltada à proteção digital.

No Brasil, a urgência é evidente. Segundo o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), os ataques cibernéticos causaram um prejuízo de R$2,3 trilhões em 2024, o equivalente a cerca de 18% do PIB. Empresas de setores críticos — como saúde, finanças e infraestrutura — estão entre as mais vulneráveis e precisam alinhar-se rapidamente ao conceito para garantir continuidade operacional e conformidade com a LGPD.

A adoção do Security by Design, no entanto, exige uma transformação ampla: além de mudanças técnicas, como a implementação do modelo zero trust, segmentação de redes e automação de sistemas de detecção, é necessário o engajamento de reguladores e líderes corporativos para criação de políticas e incentivos que sustentem essa transição.

Mais do que uma tendência, a segurança desde o início é uma necessidade. Em um ambiente digital onde a dúvida já não é mais se um ataque ocorrerá, mas quando, só há uma maneira eficaz de se proteger: estar preparado desde a primeira linha de código.

Fonte: Artigo por Caio Abade, Cybersecurity Executive da Betta Global Partners.


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