Abril Lilás alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença, que tem altas chances de cura
O câncer de testículo é o tipo mais comum entre homens de 20 a 29 anos, faixa etária em que a maioria dos casos é registrada mundialmente. Segundo dados da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC/OMS), foram 17,2 mil novos casos em 2022, e a projeção para 2035 é de 19,3 mil. No Brasil, entre 2012 e 2021, mais de 3,7 mil homens morreram em decorrência da doença, conforme o Atlas de Mortalidade do Inca.
Em alusão ao “Abril Lilás”, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de testículo, o Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) reforça o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce. Apesar de representar apenas de 1% a 5% dos tumores masculinos, o câncer de testículo é o mais recorrente em homens jovens. Especialistas destacam que a taxa de cura pode alcançar até 95% quando a doença é detectada logo no início.
De acordo com o cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do IUCR e coordenador dos Departamentos Cirúrgicos Oncológicos da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, muitos pacientes demoram a procurar um médico por confundirem os sintomas com infecções sexualmente transmissíveis ou traumas. Essa resistência pode atrasar o diagnóstico e prejudicar o prognóstico.
O tratamento é individualizado, sendo a cirurgia (orquiectomia) a principal abordagem inicial. Dependendo do tipo e estágio do tumor, pode haver indicação de radioterapia ou quimioterapia. Tumores do tipo seminoma, os mais comuns, geralmente respondem bem ao tratamento combinado. Entre as possíveis sequelas estão a infertilidade, enquanto alterações na função sexual são raras. Em casos de remoção do testículo, o uso de prótese é uma alternativa estética.
Fatores de risco para o câncer de testículo
- Faixa etária: principalmente entre 20 e 29 anos.
- Raça: homens brancos têm maior predisposição.
- Histórico familiar de câncer de testículo.
- Criptorquidia (testículo que não desceu para o escroto).
- Síndrome de Klinefelter.
- Portadores de HIV.
- Histórico anterior de câncer testicular.
Sintomas que merecem atenção
- Nódulo duro e indolor no testículo.
- Sensação de peso no saco escrotal.
- Dor ou desconforto na virilha ou no testículo.
- Aumento das mamas ou redução do desejo sexual.
- Dor lombar.
- Crescimento precoce de pelos em meninos.
Sobre o IUCR
Fundado em 2013, o Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica Dr. Gustavo Guimarães é referência no diagnóstico e tratamento de câncer, com foco em tecnologia minimamente invasiva e cirurgia robótica. Liderado pelo Dr. Guimarães, o IUCR oferece um programa de capacitação em cirurgia robótica para instituições de saúde de todo o país.
Fonte: Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR); IARC/OMS; Instituto Nacional de Câncer (Inca)