Descubra como identificar mensagens falsas de encomendas retidas e evite prejuízos financeiros e riscos à sua segurança digital.
Nos últimos meses, o golpe dos Correios tem se destacado como uma das fraudes mais comuns no Brasil, afetando principalmente consumidores que realizam compras internacionais. A fraude utiliza mensagens falsas, enviadas por SMS, e-mail ou aplicativos como WhatsApp, para enganar as vítimas, alegando que há encomendas retidas ou cobranças pendentes.
Se você já recebeu mensagens como essas, é essencial entender o funcionamento desse golpe e aprender a se proteger. Veja abaixo todos os detalhes e as melhores práticas para evitar cair nessa armadilha.
Como funciona o golpe dos Correios?
Os golpistas seguem uma sequência para enganar as vítimas:
- Mensagem falsa: A vítima recebe um aviso, geralmente alarmante, afirmando que uma encomenda está retida ou que há cobranças pendentes.
- Link malicioso: A mensagem contém um link que direciona a vítima para uma página falsa, que simula o site oficial dos Correios.
- Pagamento fraudulento: Na página, a vítima é orientada a pagar uma taxa, geralmente via Pix, que vai direto para a conta dos golpistas.
- Roubo de dados: Em alguns casos, além do prejuízo financeiro, os criminosos utilizam as informações inseridas para roubar dados pessoais ou bancários.
Além das perdas financeiras, existe o risco de ter dispositivos infectados por malwares, que podem comprometer a segurança de informações sensíveis.
Exemplos reais de mensagens falsas
Confira abaixo algumas mensagens comuns usadas pelos golpistas:
- “Correios: informamos que sua encomenda está retida. Acesse [link] para liberar o envio.”
- “Correios: seu pacote foi taxado. Pague a taxa agora para evitar devolução. Saiba mais: [link].”
- “CorreiosAviso: sua encomenda está na fiscalização alfandegária. Atualize suas informações em [link].”
Essas mensagens criam um senso de urgência para que a vítima não tenha tempo de verificar a veracidade do conteúdo.
Aproveitamento da “Lei da Taxa das Blusinhas”
O golpe ganhou ainda mais força após a aprovação da Lei 14.902/2024, conhecida como “Lei da Taxa das Blusinhas”, que ampliou a taxação de compras internacionais de menor valor. A confusão gerada pelas novas regras abriu espaço para que os golpistas simulassem cobranças relacionadas a essa legislação, tornando a fraude ainda mais convincente.
Dicas para evitar o golpe dos Correios
Adote as seguintes medidas para se proteger:
- Desconfie de mensagens alarmantes: Os Correios não enviam cobranças por mensagens de texto ou aplicativos. Consulte o status das suas encomendas somente pelos canais oficiais.
- Use o site ou app oficial dos Correios: Realize consultas apenas pelo site oficial ou pelo aplicativo disponível para Android e iOS.
- Não clique em links desconhecidos: Links enviados por mensagens de fontes desconhecidas devem ser evitados.
- Verifique cobranças diretamente nos Correios: Caso receba uma notificação suspeita, entre em contato com os Correios por meio do atendimento oficial para confirmar.
O que fazer se cair no golpe?
Caso você tenha sido vítima do golpe, tome as seguintes providências imediatamente:
- Entre em contato com o banco: Solicite o bloqueio da transação e informe que foi vítima de fraude.
- Solicite o reembolso via Pix: Utilize o Mecanismo Especial de Devolução (MED), disponível para transações realizadas por Pix em até 80 dias.
- Registre um boletim de ocorrência: Formalize a denúncia na delegacia ou pela Delegacia Virtual, caso disponível em seu estado.
- Verifique seu dispositivo: Caso tenha clicado em links suspeitos, use um antivírus confiável para eliminar possíveis ameaças no aparelho.
Alerta: proteção contra golpes online
Com o crescimento do comércio eletrônico e o aumento de fraudes digitais, é fundamental adotar medidas de segurança no dia a dia. Fique atento às mensagens que recebe, desconfie de solicitações urgentes e sempre confirme as informações antes de realizar qualquer pagamento.
Se você já foi vítima ou conhece alguém que caiu no golpe, compartilhe essas informações para evitar novos casos.
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Fonte: Correios do Brasil