Operações resultaram na recuperação de R$ 5,6 bilhões e no aumento da cooperação internacional
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou que a Polícia Federal (PF) aumentou em 70% as apreensões de bens e dinheiro provenientes do crime organizado em 2024. Segundo o balanço da PF, foram apreendidos R$ 5,6 bilhões, um crescimento expressivo em relação aos R$ 3,3 bilhões registrados em 2023.
Para Lewandowski, esse avanço reforça a estratégia de descapitalização das facções criminosas. “Os dados demonstram o impacto direto na redução da capacidade de ação do crime organizado no país”, afirmou.
Ações de destaque da Polícia Federal
A PF também concluiu investigações de grande repercussão, como o inquérito sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018. O ministro ressaltou que a elucidação desse caso representou uma vitória contra a impunidade no Brasil.
Apreensão de drogas e combate ao desmatamento
O combate ao tráfico de drogas também apresentou resultados positivos. Em 2024, a PF apreendeu 74,5 toneladas de cocaína, um aumento de 2,8% em relação ao ano anterior. Além disso, houve um crescimento de 15% na apreensão de maconha e de 20,7% na de ecstasy.
No âmbito ambiental, os dados da PF indicam uma redução de 30% no desmatamento, com a área desmatada caindo de 16,5 mil km² em 2023 para 11,5 mil km² em 2024.
Controle de armas de fogo
Outro ponto de destaque foi a redução nos registros de armas de fogo. Em 2024, a PF emitiu 25.097 registros, uma queda de 11,6% em comparação a 2023. Já as concessões de porte de arma diminuíram 30%, passando de 2.469 para 1.727 no período.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atribuiu essa redução à política do governo federal de restringir a circulação de armas, em contraste com a flexibilização adotada no governo anterior.
Fortalecimento da cooperação internacional
A Polícia Federal também reforçou sua atuação internacional para combater o crime organizado transnacional. O diretor-geral da PF destacou a eleição do delegado brasileiro Valdecy Urquiza para comandar a Secretaria-Geral da Interpol como um passo estratégico nessa direção.
“Precisamos trabalhar além das nossas fronteiras, com troca de dados, informações e capacitação, para enfrentar crimes que vão além do território nacional”, explicou Rodrigues.
Fonte: Agência Brasil