Perdi agora a metade de minh’alma,
Por onde anda a outra metade?
E comigo ficou alojada a pior metade,
Da dor e da solidão!
Por que a metade alegre se perdeu de mim
E por onde foi?
Porque a melhor metade da esperança não volta?
Fiz da metade do que ficou
Um polo de sofrimento.
Mas sei que fui eu que criei esta metade
E não vou dar espaço para se tornar inteira.
Como um esperançoso pássaro de asas abertas
Vou correndo em busca da metade boa que saiu de mim!
E eu diria como o Padre Fábio de Melo:
“O peso que a gente leva
Olho ao meu redor e descubro que as coisas que quero levar não podem ser levadas. Excedem aos tamanhos permitidos.
É nessa hora que dewscubro que partir é uma experiência inevitável,
De sofrer ausências…
E nisso mora o encanto da viagem.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem…
MAS NÃO LEVE MUITA COISA.
Não tenha medo das ausências que sentirá.
Não leve seus pesos.
Eles não lhes permitirão encontrar o outroi.
Viagem leve, leve, leve, bem leve…
Mas não se leve!”
Izaura Varella
Em outubro de 2.019