Fórum debate diferença de produtividade rural

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Na edição do Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) na manhã de ontem (14) em Maringá (PR), o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, ressaltou a grande diferença de produtividade que se tem observado nos últimos anos nas regiões atendidas pela cooperativa. O evento reuniu cerca de 170 participantes no salão social da Associação Cocamar, entre produtores e técnicos, praticamente o mesmo número da edição do mesmo fórum em Londrina, realizado na quarta-feira (13).

Lourenço chamou atenção, ao fazer a abertura, que se de um lado há produtores patinando nas mesmas médias que já obtinham há mais uma década, as quais estão atualmente bem abaixo do potencial, outros atingem níveis elevados e até surpreendentes. “Essa diferença demonstra que quando se aplicam as tecnologias recomendadas, consegue-se dar um salto”, disse.

Para o presidente, a oscilação das cotações internacionais da oleaginosa pode trazer dificuldades para aqueles que não evoluem de patamar. “Nas épocas de preços bons, até quem produz pouco consegue se manter”, acrescentou.

O diretor-executivo do Cesb, Luiz Antonio da Silva, explicou que a soja é, junto ao milho, a mais importante commodity agrícola mundial, representando no Brasil 42% de toda a área cultivada com cereais, fibras e oleaginosas, incluindo a cana. No país, esse grão movimenta cerca de 70 bilhões de dólares/ano, gera mais de 7,5 milhões de empregos diretos e indiretos e responde por 1/3 das exportações e 7% do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio. “A soja é uma cultura de alta relevância social, sendo base para o surgimento, desenvolvimento e sustentação econômica de mais de 2 mil municípios em todo o país”, declarou Silva.

Diante da demanda cada vez maior por alimentos nas próximas décadas para atender a uma população em crescimento, a única saída, segundo o diretor-executivo, está no aumento da produtividade de forma sustentável.

Sobre o desafio nacional, ele explicou que o Cesb promove anualmente o concurso em duas categorias: área irrigada (com um único ganhador em nível nacional) e não irrigada (com vencedores nas regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte/Nordeste).

Na safra 2016/17,  o campeão nacional irrigado foi Octaviano Camargo Silva, de Bernardino de Campos (SP), com a produção de 106,43 sacas/hectare. Na categoria não irrigada, os vencedores foram: no Centro-Oeste, Elton Zanela, de Campos de Júlio (MT), com 122,20 sacas/hectare; no Sudeste, José Renato Nunes, de Capão Bonito (SP), com 108,26 sacas/hectare; no Norte/Nordeste, Leandro Ficagna, de Luiz Eduardo Magalhães, com 95,76 sacas/hectare. O campeão Sul e nacional foi o paranaense Marcos Seits, de Guarapuava, com média na área do concurso de 149,09 sacas/hectare.

A exemplo do que aconteceu em Londrina, a palestra técnica foi o membro do Cesb e ex-presidente da entidade, Orlando Martins, que abordou “Como alcançar novos patamares de produtividade”.

Texto e foto: ASC Cocamar

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