Quem se animou com a iniciativa do governo do Paraná em apresentar o projeto de duplicação da PR-323 (foto ao lado) numa Parceria Público Privada (PPP) hoje está decepcionado. As obras ainda não saíram do papel e quem precisa trafegar pela rodovia no Noroeste enfrenta um grande fluxo de veículos e buracos que aumentaram com as fortes chuvas do mês passado. A duplicação ainda não começou pela investigação da Operação Lava-Jato e pelo ajuste econômico no governo do Paraná.
Porém, a obra não deve ficar só na promessa e apresentação feita em alguns municípios da região por representantes do governo estadual. “A nossa parte estamos fazendo”, comentou o deputado estadual Jonas Guimarães (foto abaixo). “Falamos sempre com o governador Beto Richa que tem se empenhado e também com representantes da empresa que ganhou a licitação. Mas, tudo depende da liberação de verba pelo BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]”.
Guimarães comenta que os procedimentos não continuaram justamente pela questão econômica, já que o Paraná faz ajustes para recuperar a Economia e também pelas investigações da Operação Lava-Jato que envolvem a Odebrecht.
O deputado cianortense informa que ele e o deputado estadual de Umuarama, Fernando Scanavaca, estão mobilizados na Assembleia paranaense pela duplicação da PR-323. E que com as mudanças no governo estadual, incluindo a chegada do secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, aconteceram mudanças no orçamento e planejamento, retirando a verba destinada à obra. Que, por essas situações, o projeto precisou ir a plenário novamente e para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), retornando dentro do orçamento.
O que comprova a boa representatividade regional e grande mobilização de Jonas Guimarães junto ao governo estadual, atento às necessidades de Cianorte e região.
CONSÓRCIO – O projeto prevê a duplicação de 207 quilômetros, entre Maringá e Francisco Alves, além da construção de 19 viadutos, 22 trincheiras, 13 passarelas, além de marginais e ciclovias nas áreas urbanas.
As obras serão feitas por um consórcio batizado Concessionária Rota das Fronteiras, que tem sede em Maringá e terá uma base em Cianorte. Fazem parte as empresas Construtora Norberto Odebrecht Brasil S/A (CNOB), Tucumann Engenharia e Empreendimentos Ltda (Tucumann), América Empreendimentos S/A (América) e Goetze e Lobato Engenharia Ltda (Gel), tendo como empresa líder a CNOB.
Em setembro do ano passado foi divulgado que o início das obras abririam 700 vagas de trabalho em Cianorte. O que movimentaria muito o comércio local, já que parte dos trabalhadores ficariam alojados na cidade.
Texto e fotos: Andye Iore (Publicado originalmente na versão impressa da Folha de Cianorte no dia 16 de agosto de 2015)


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