Cerca de 1,3 mil pessoas participaram da 11ª Conferência Estadual de Saúde para discutir políticas públicas voltadas à melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento foi encerrado hoje (21). Das 596 propostas encaminhadas pelas conferências municipais de saúde, mais de 450 foram aprovadas e servirão de base para os gestores na elaboração do Plano Estadual de Saúde 2016 – 2019.
De acordo com a coordenadora da comissão organizadora do evento, Cleide de Oliveira, foram três dias intensos de debates e discussões em prol da qualificação da rede pública de saúde no Paraná e no Brasil. “A avaliação é extremamente positiva e podemos dizer que a conferência foi um sucesso. Conseguimos tirar inúmeras propostas que, ao serem aplicadas, terão impacto direto na qualidade do atendimento ofertado à população”, afirmou.
As discussões giraram em torno de quatro eixos principais: Consolidação das Redes de Atenção à Saúde no Paraná; Fortalecimento do Controle Social na Saúde; Participação do Cidadão na Promoção da sua Saúde; e Financiamento, Democratização e Qualidade da Gestão Pública em Saúde.
O resultado dos trabalhos será apresentado no Relatório Final da Conferência, que ficará à disposição para consulta no site do Conselho Estadual de Saúde (www.conselho.saude.pr.gov.br). A previsão é que o documento seja finalizado e publicado até o fim de outubro.
COMO FOI – No primeiro dia (18), o evento foi marcado pela realização de 12 oficinas preparatórias, que abordaram uma série de temas que posteriormente foram discutidos pelos 120 observadores e 1.216 delegados representantes de quatro segmentos: gestores, trabalhadores da saúde, prestadores de serviços e usuários do SUS.
Na solenidade de abertura, o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, assinou a resolução que cria o Programa Estadual de Qualificação dos Conselhos Municipais de Saúde. A medida garante o repasse de R$ 3,5 milhões em recursos do Governo do Estado para auxiliar no fortalecimento do controle social dos municípios. Trata-se de uma ação inédita no País.
Na quarta-feira (19), os participantes foram divididos em grupos para avaliar e adequar as propostas vindas das conferências municipais. A intenção foi verificar a coerência das mensagens e selecionar as propostas que precisariam ser levadas à votação na Plenária Final.
O trabalho foi necessário porque muitas propostas eram consenso e por isso foram direto para o Relatório Final da Conferência. Outras foram suprimidas ou ajustadas, pois traziam mensagens já aprovadas ou desconexas com o objetivo e competência do evento.
Texto: AE-PR / Foto: Venilton Küchler/SESA
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