Colheita de milho será recorde no Paraná

A proximidade do encerramento da colheita da segunda safra de milho elevou ainda mais a projeção de safra recorde de grãos para este ano no Paraná, para 38,5 milhões de toneladas. A segunda safra de milho está com bom desempenho de produção, apesar do elevado índice de chuvas ocorrido na primeira quinzena de julho, e pode resultar num volume recorde de 11,2 milhões de toneladas, que será 8% maior do que igual período do ano passado.

As chuvas de julho, no entanto, podem ter afetado o desempenho de parte da cultura do trigo que está em estágio inicial de desenvolvimento.

A informação consta do relatório do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, correspondente ao mês de agosto. Neste início de semana, cerca de 95% da área plantada com milho, que foi de 1,9 milhão de hectares, já está colhida, sendo que em setembro encerra o ciclo da cultura da safra 2014/15.

milho-estadoO resultado recorde da segunda safra de milho evidencia a consolidação do cultivo do grão no período de entressafra no Paraná. Os produtores paranaenses começaram a cultivar o milho safrinha no final da década de 90. Segundo o Deral, em 1998 havia um plantio de 772 mil hectares com a cultura. De lá para cá, o crescimento em área foi de 147%.

Junto com a área, a produtividade da segunda safra de milho também cresceu, graças à tecnologia que vem sendo incorporada pelos produtores desde o início. Ela avançou de uma média de 3.285 quilos por hectare, em 1998, para 5.840 quilos por hectare na safra 2015.

“O que surgiu como alternativa para ser a segunda safra, hoje é a safra principal”, disse o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni. Segundo ele, mesmo com a queda na produção de milho da primeira safra, graças ao milho segunda safra, o Paraná continua sendo um grande produtor com um volume total de produção de 15,8 milhões de toneladas, que correspondem a 19,7% da safra nacional do grão.

Cerca de 70% da safra de milho no Paraná abastece o mercado interno do Estado, constituído por integradoras de avicultura, suinocultura, agroindústria e bovinocultura de leite.

O avanço da colheita do milho, este ano, revelou o aumento da produtividade da cultura, que este ano cresceu 7%, passando de uma média estadual de 5.480 quilos por hectare no ano passado para 5.840 quilos por hectare, neste ano.

Cerca de 40,1% dessa segunda safra já foi vendida por R$ 21,00 a R$ 22,00 a saca, em média, o que representa um preço atrativo aos produtores. O ritmo de vendas este ano está 57% à frente do que em igual período do ano passado.

TRIGO – O trigo já foi plantado no Estado e a ocorrência de chuvas excessivas na primeira quinzena de julho, seguidas de veranico em agosto, influenciou o desempenho da cultura nesse estágio inicial de desenvolvimento.

A estimativa de área plantada foi reduzida em 4%, passando de 1,34 milhão de hectares plantados no ano passado para 1,33 milhão de hectares plantados este ano. A projeção de produção está mantida em 3,93 milhões de toneladas, que aponta para uma safra 3% maior em relação ao ano passado. A manutenção dessas condições daqui para frente, porém, está atrelada ao desempenho do clima.

Até o momento cerca de 5% da safra de trigo 2015 foi comercializada e os preços, em torno de R$ 33,50 a saca, estão abaixo do mínimo, fixado em R$ 35,00 a saca. Mas ainda assim os produtores estão recebendo cerca de 2% mais do que receberam em igual período do ano passado. Porém, a margem de lucro dos produtores está mais estreita este ano.

Texto e foto: AE-PR

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