As secretarias do Esporte e do Turismo e da Saúde lançaram ontem (21) o Programa de Reabilitação Motora e Iniciação Esportiva Viva o Jogo, feito em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro. O programa é mais uma oportunidade de reabilitação, por meio do ensino de técnicas básicas de diferentes modalidades esportivas, para pacientes em tratamento no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, unidade pública estadual que atende pessoas com deficiência física, em Curitiba.
O idealizador da proposta, Mário Sérgio Fontes Fontes, responsável pelo Paradesporto da Secretaria do Esporte, ressalta que o programa vai proporcionar uma evolução no tratamento, mas também melhora na qualidade de vida e na autoestima dos participantes. O programa oferece iniciação esportiva aos pacientes, mas Fontes acredita que poderá servir para a formação de novos atletas. “Caso o paciente se interesse, irá seguir em frente na modalidade que escolheu e o Centro Hospitalar de Reabilitação poderá se tornar um celeiro do paradesporto no Paraná”, diz Fontes.
Primeiro profissional cego a se formar em educação física no Brasil, Fontes lembra que o Estado teve um avanço significativo na área do paradesporto nos últimos anos, inclusive com a criação dos Parajaps – Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná, em 2012.
Para o secretário da Saúde em exercício, Sezifredo Paz, o programa Viva o Jogo expressa a atenção que o Paraná tem com os direitos da pessoa com deficiência. O diretor-geral do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, Alan Cesar Diorio, disse que, além de proporcionar a reabilitação física, o esporte proporciona também a reabilitação emocional. “Oferecer a prática esportiva é a maneira mais efetiva de dar alta a nossos pacientes”, comentou Diorio.
CENTRO DE CLASSIFICAÇÃO – O Programa Viva o Jogo prevê ainda que o Centro Hospitalar de Reabilitação seja também como um centro nacional de classificação funcional de paratletas. Para disputar competições oficiais, é preciso passar por uma classificação, que analisa o grau da deficiência e inclui o atleta em categorias específicas.
Com orientação do Comitê Paralímpico Brasileiro, dois classificadores vão atuar no hospital, um na área do atletismo e outro na natação. “A ideia é que tenhamos no Centro de Reabilitação um classificador de cada modalidade”, ressalta Fontes.
Texto: AE-PR / Foto: Venilton Küchler/SESA

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