Parques estaduais do Paraná unem mangue e arqueologia

Unidades de conservação em Fênix e Paranaguá celebram aniversário nesta quarta-feira (17) com atrações históricas, trilhas acessíveis e contato direto com a Mata Atlântica.

Do sítio arqueológico de uma antiga cidade espanhola ao cenário preservado dos manguezais, dois parques estaduais mostram nesta quarta-feira (17) a diversidade natural e histórica do Paraná. O Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo, em Fênix, completa 61 anos, enquanto o Parque Estadual do Palmito, em Paranaguá, celebra 28 anos.

Administradas pelo Instituto Água e Terra (IAT), as duas unidades de conservação oferecem experiências distintas aos visitantes. Em comum, elas protegem áreas ambientais importantes e aproximam a população da história, da fauna e da flora paranaenses.

Vila Rica preserva vestígios do período colonial

Localizado na região Centro-Oeste, o Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo foi declarado reserva florestal em 1965. A unidade abriga as ruínas de Villa Rica del Espiritu Santu, cidade colonial espanhola que existiu no século XVI.

O espaço reúne cerâmicas, artefatos arqueológicos, registros de pesquisas, amostras da vegetação e uma maquete que apresenta como era a antiga cidade. O acervo transforma a visita em uma viagem por parte da ocupação colonial do território paranaense.

Uma das novidades é a instalação de um pequeno parque infantil, que ajudou a transformar a unidade em ponto de encontro para famílias de Fênix. Segundo o IAT, o número de visitantes passou de aproximadamente 3 mil, em 2023, para 7,5 mil em 2025.

“Os pais vêm e, enquanto as crianças brincam, eles têm tempo para admirar os painéis do parque ou ler um livro”, afirmou o chefe da unidade de conservação, João do Carmo. Segundo ele, a iniciativa aproximou crianças e adultos da natureza.

Parque do Palmito oferece imersão no manguezal

No Litoral do Paraná, o Parque Estadual do Palmito proporciona contato direto com a Mata Atlântica. A unidade conserva espécies da fauna e da flora e conta com uma trilha que leva até o Rio Guaraguaçu.

Um flutuante instalado ao final do percurso permite observar o manguezal e perceber os sons característicos do ecossistema. “Você para, fica quieto e escuta o barulho do mangue, que parece que conversa com você. É muito bonito e relaxante”, destacou a chefe da unidade, Larissa Salomão.

O acesso ao flutuante ocorre por uma trilha plana de aproximadamente cinco quilômetros, que pode ser percorrida a pé ou de bicicleta. Durante o trajeto sombreado, os visitantes podem encontrar pegadas de animais e observar gaviões sobrevoando a região.

Conservação do palmito-juçara

A paisagem do parque é marcada pela presença do palmito-juçara (Euterpe edulis), espécie que dá nome à unidade de conservação. O parque foi criado para proteger a palmeira e contribuir para a redução da exploração ilegal e predatória do seu caule.

Além de preservar a biodiversidade, os parques estaduais do Paraná desempenham papel importante na educação ambiental e no turismo sustentável. As duas unidades mostram como patrimônio histórico e conservação da natureza podem ocupar o mesmo espaço.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná