Moeda fecha no menor valor em dois anos, enquanto o Ibovespa supera os 195 mil pontos em dia de maior apetite global por risco
O dólar encerrou esta quinta-feira, 9 de abril de 2026, no menor valor em dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou sua máxima histórica. O movimento foi puxado pelo alívio nas tensões no Oriente Médio, que reduziu a aversão ao risco e favoreceu mercados emergentes como o Brasil.
No câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,77%, cotado a R$ 5,063. Durante a tarde, a moeda chegou a tocar R$ 5,05, no menor nível desde 9 de abril de 2024. No acumulado de 2026, a divisa dos Estados Unidos já recua 7,75% frente ao real.
A queda foi influenciada pelo enfraquecimento global do dólar e pela melhora do cenário externo. Investidores reagiram a sinais de distensão geopolítica, com relatos sobre possível avanço diplomático envolvendo Israel e Líbano.
Entre os fatores acompanhados pelo mercado estão informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido a Israel a redução de ataques ao Líbano. Também pesou a sinalização de que o governo israelense pretende abrir negociações, o que ajudou a reduzir os prêmios de risco.
Na bolsa, o Ibovespa avançou 1,52% e fechou aos 195.129 pontos, atingindo pela primeira vez o patamar dos 195 mil pontos. Foi o oitavo pregão seguido de alta e o 15º fechamento recorde do índice em 2026.
O desempenho da bolsa foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de peso, como as de petroleiras e bancos. Em abril, o índice já acumula alta superior a 4%. No ano, o avanço passa de 21%.
No mercado de petróleo, os preços chegaram a subir com mais força, mas perderam ritmo ao longo da sessão. O barril do Brent fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92, enquanto o WTI subiu 3,66%, a US$ 97,87.
Mesmo com a valorização, o petróleo continua sensível às negociações no Oriente Médio. O mercado monitora especialmente os desdobramentos na região do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global da commodity.
O cenário desta quinta reforça como a geopolítica segue no radar dos investidores e pode influenciar diretamente câmbio, bolsa e commodities. Para o mercado brasileiro, o dia foi de forte fôlego, com dólar em queda e bolsa em nível histórico.
Fonte: Agência Brasil.