Chuvas em MG: governo libera R$ 7,3 mil e crédito de R$ 500 milhões

Medidas provisórias atendem famílias e empresas afetadas pelos temporais na Zona da Mata Mineira, onde as chuvas já deixaram 72 mortos.

O governo federal anunciou ajuda emergencial para moradores e empresas atingidos pelas fortes chuvas em Minas Gerais. As medidas foram publicadas nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, e incluem um auxílio de R$ 7,3 mil para famílias afetadas, além de uma linha de crédito de até R$ 500 milhões para empresas mineiras.

A iniciativa busca acelerar a recuperação das cidades mais impactadas na Zona da Mata Mineira, região que sofreu com deslizamentos, desabamentos e enchentes no fim de fevereiro.

Auxílio de R$ 7,3 mil para famílias

A Medida Provisória nº 1.338/2026 prevê o pagamento de R$ 7,3 mil em parcela única para famílias que perderam bens de forma parcial ou total. O valor será destinado preferencialmente à mulher da família.

De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o benefício será concedido às famílias cadastradas pelas prefeituras. Para receber o recurso, também é necessário que o município tenha situação de calamidade pública reconhecida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Crédito de R$ 500 milhões para empresas

Outra medida anunciada pelo governo é a Medida Provisória nº 1.337/2026, que abre uma linha de crédito de até R$ 500 milhões para apoiar empresas atingidas pelas chuvas em Minas Gerais.

O foco principal está nas micro e pequenas empresas, que poderão usar os recursos para reconstrução, compra de máquinas e equipamentos, além de capital de giro. A oferta será feita por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

O governo informou que pessoas físicas e jurídicas poderão acessar o financiamento. O prazo para contratação será de até 120 dias após a publicação da medida provisória.

Tragédia deixou 72 mortos na Zona da Mata

As chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata Mineira no fim de fevereiro provocaram um cenário de destruição. Segundo os dados divulgados, 72 pessoas morreram em consequência dos temporais.

Juiz de Fora concentrou 65 mortes, enquanto Ubá registrou sete vítimas fatais. Além disso, houve casos de moradores desalojados e desabrigados após o transbordamento de rios, deslizamentos de terra e desabamentos de imóveis.

Medidas tentam acelerar recuperação

A expectativa do governo é que os recursos ajudem tanto na assistência imediata às famílias quanto na retomada da atividade econômica nas cidades afetadas. A combinação de auxílio direto e crédito busca reduzir os impactos sociais e financeiros provocados pela tragédia.

As ações emergenciais também dependem da atuação das prefeituras, responsáveis pelo cadastramento dos atingidos e pelo encaminhamento das demandas locais.

Fonte: Agência Brasil, Rio de Janeiro.