Corpo de corretora desaparecida em Caldas Novas é encontrado

Síndico do prédio onde ela morava confessou o crime; feminicídio é investigado

Após mais de um mês de buscas, a corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foi encontrada morta nesta quarta-feira (28), em uma área de mata em Caldas Novas (GO). Ela havia desaparecido em 17 de dezembro de 2025, logo após ser vista entrando no elevador do prédio onde morava com a família. O caso é tratado como feminicídio.

A descoberta só foi possível após a prisão de Cléber Rosa de Oliveira, síndico do condomínio onde Daiane vivia, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, durante a madrugada. Cléber confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava ocultado, já em estado de decomposição.

A investigação apontou que Daiane e Cléber tinham um histórico de desentendimentos relacionados à administração do prédio. A motivação ainda está sendo apurada pela Polícia Civil de Goiás, que agora concentra esforços em entender o envolvimento do filho do síndico no crime.

Desaparecimento chamou atenção da cidade

O caso gerou comoção na cidade turística goiana. Câmeras de segurança do condomínio registraram Daiane no elevador descendo para o subsolo — e foi a última imagem conhecida dela. Desde então, familiares e autoridades vinham realizando buscas e apelando por informações.

Violência contra a mulher em alta no Brasil

O caso de Daiane se soma a outros episódios de feminicídio que têm chocado o país. Em 2025, diversos estados registraram alta nos casos de violência letal contra mulheres, incluindo crimes com extrema crueldade e motivação por posse, ciúmes ou conflitos domésticos.

Casos como o de Tainara Santos, morta após ser atropelada e arrastada por um ex-companheiro em São Paulo, ou o das servidoras do Cefet-RJ, mortas a tiros por um colega, acenderam alertas sobre a urgência de políticas públicas e medidas preventivas.

Feminicídio: crime hediondo e expressão máxima da violência de gênero

O feminicídio é a forma mais extrema da violência contra a mulher, tipificado pela Lei nº 13.104/2015 como homicídio motivado pelo gênero da vítima. A pena prevista varia de 12 a 30 anos de prisão, podendo ser agravada por fatores como o crime ter sido cometido na presença de filhos ou em contexto de violência doméstica.

O governo federal tem reiterado que o enfrentamento ao feminicídio é prioridade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu penas mais rígidas e ações integradas entre União, estados e municípios para proteger as mulheres e punir com rigor os agressores.


Fonte: TV Brasil