Vitória e Mixto garantem vaga na elite do Brasileirão Feminino 2026

Fortaleza e Real Brasília desistem por dificuldades financeiras e deixam lacuna na Série A1

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou, nesta quinta-feira (8), a entrada dos clubes Vitória (BA) e Mixto (MS) na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino 2026, após a desistência de Fortaleza e Real Brasília. As duas equipes herdaram as vagas com base no desempenho recente na Série A2, onde terminaram em 5º e 6º lugar, respectivamente.

A decisão foi comunicada em nota oficial pela CBF, que destacou os critérios técnicos como determinantes para a substituição. Com isso, Vitória e Mixto disputarão a primeira divisão do futebol feminino brasileiro ainda nesta temporada.

Fortaleza encerra projeto feminino após temporada histórica

A desistência do Fortaleza pegou torcedores e comunidade esportiva de surpresa. O clube anunciou, em 29 de dezembro de 2025, o encerramento das atividades do futebol feminino em todas as categorias, por decisão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O motivo alegado foi a restrição orçamentária e a incapacidade de manter a modalidade financeiramente.

A medida veio logo após um ano marcante para as Leoas, como são conhecidas. Em 2025, o time feminino conquistou o acesso inédito à Série A1, foi campeão cearense e levantou o troféu da Copa Maria Bonita, competição regional que reuniu nove clubes do Nordeste. Apesar do sucesso das mulheres, o time masculino do Fortaleza acabou rebaixado para a Série B de 2026, agravando o cenário financeiro do clube.

Real Brasília também deixa a elite após perder patrocinador

Já o Real Brasília, representante tradicional do Distrito Federal, oficializou a saída da Série A1 no último dia de 2025, alegando a perda do patrocinador master, o Banco de Brasília. A decisão foi publicada nas redes sociais do clube, encerrando uma trajetória de destaque da equipe no futebol feminino nacional.

Com as desistências, Vitória e Mixto têm agora a missão de representar seus estados e manter vivo o crescimento do futebol feminino no país. A expectativa é de que a nova edição da Série A1 siga promovendo visibilidade, estrutura e valorização da modalidade — ainda que enfrente desafios estruturais e financeiros, como os evidenciados neste início de temporada.


Fonte: Agência Brasil