Ministro destaca combate às fake news e anuncia Mês da Vacinação dos Povos Indígenas
Durante a maior mobilização indígena do Brasil, o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aplicou pessoalmente doses da vacina contra a gripe em lideranças indígenas. A ação simbólica busca reafirmar a segurança dos imunizantes e ampliar a confiança da população indígena nas campanhas de vacinação.
A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, que teve início no dia 7 de abril em quatro regiões do país. A imunização para a Região Norte está prevista para o segundo semestre, durante o chamado inverno amazônico.
Além das lideranças tradicionais, Padilha também vacinou integrantes do governo federal, como a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, o secretário de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, e a deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG).
Grupos prioritários têm acesso gratuito à vacina
Os povos indígenas integram o público-alvo prioritário da campanha. Também têm direito à imunização gratuita crianças entre 6 meses e 5 anos, idosos, gestantes, profissionais da saúde e da educação, pessoas com doenças crônicas, indivíduos em situação de rua, trabalhadores do transporte e da segurança pública, entre outros.
Padilha reforçou que todos os grupos indígenas, independentemente da idade, devem ser vacinados. “Proteger a vida dos povos indígenas é proteger a diversidade”, declarou. O ministro ainda anunciou o Mês da Vacinação dos Povos Indígenas, que começa no dia 25 de abril com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A ação vai levar imunizantes a territórios de difícil acesso em todo o Brasil.
Desinformação e logística são os principais obstáculos
Padilha apontou dois grandes desafios para o avanço da vacinação: o combate às fake news e a logística para alcançar comunidades remotas. “Infelizmente, o negacionismo e as mentiras sobre vacinas também chegaram aos povos indígenas. Enfrentar essa desinformação é essencial”, disse.
A operação de vacinação envolve transporte aéreo, cadeia de frio móvel, energia solar e equipes de saúde atuando em áreas isoladas. Segundo o ministro, todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) estão equipados com médicos para garantir o sucesso da campanha.
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Fonte: Agência Brasil