Ponte que ligava Maranhão a Tocantins desabou em dezembro, causando grave acidente ambiental
A remoção das bombonas de agrotóxicos e ácido sulfúrico que caíram no rio Tocantins, com o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek na BR-226, está programada para o final de abril. A informação foi divulgada pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que destacou as dificuldades enfrentadas devido à profundidade do rio e ao aumento da vazão causado pela Usina Hidrelétrica de Estreito (UHE), localizada na região.
O colapso da ponte, ocorrido em 22 de dezembro de 2024, resultou na queda de quatro caminhões e três veículos leves no rio, além de 18 vítimas envolvidas. Até o momento, três pessoas seguem desaparecidas.
Impacto ambiental e operação de resgate
No acidente, dois caminhões transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e outro carregava 22 mil litros de agrotóxicos, incluindo produtos como Carnadine, Pique 240SL e Tractor. Até 9 de janeiro, 29 bombonas com 20 litros de agrotóxicos cada foram recuperadas. Entretanto, os trabalhos de mergulho foram suspensos devido à alta vazão do rio, dificultando as operações.
O Ibama alertou para o risco de deslocamento das bombonas para áreas mais distantes devido ao aumento da correnteza. O consórcio responsável pela usina hidrelétrica informou que as condições para realizar mergulhos seguros só serão possíveis ao final do período de chuvas, previsto para abril.
Tragédia na ponte Juscelino Kubitschek
A ponte, que fazia a ligação entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) pela BR-226, desabou no final da tarde de 22 de dezembro. O acidente envolveu três veículos leves, três motocicletas e quatro caminhões, resultando no desaparecimento de 17 pessoas. Até agora, 14 corpos foram localizados, e as buscas seguem com drones e embarcações.
Os desaparecidos ainda não encontrados são:
- Salmon Alves Santos, 65 anos;
- Felipe Giuvannuci Ribeiro, 10 anos (avô e neto);
- Gessimar Ferreira da Costa, 38 anos.
Operação de resgate: próximos passos
O Ibama solicitou ao Consórcio Estreito Energia (Ceste) que forneça previsões de vazão para possibilitar “janelas de mergulho” com controle adequado da correnteza. A expectativa é de que a operação completa de remoção das substâncias químicas demande até 145 dias de trabalho.
Fonte: Agência Brasil,