Morador Leandro Sousa morreu com tiro de fuzil na nuca, e Ministério Público quer acesso às câmeras corporais dos policiais da operação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou as imagens das câmeras corporais dos policiais militares que participaram da operação no Morro dos Prazeres, realizada na quarta-feira (18), no centro da capital fluminense. O pedido foi feito pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), em meio à apuração da morte do morador Leandro Silva Sousa, de 30 anos.
Segundo as informações divulgadas, oito pessoas morreram na ação. Entre elas estava Leandro Sousa, ajudante de padaria, atingido por um tiro de fuzil na nuca dentro da própria quitinete.
Investigação
De acordo com o MPRJ, promotores de Justiça e técnicos periciais acompanham nesta quinta-feira (19) a necropsia dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto. A apuração também envolve a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro.
A Promotoria de Auditoria Militar requisitou ainda as imagens das câmeras corporais de todos os policiais militares envolvidos na operação. Além disso, pediu outras informações à Corregedoria da Polícia Militar para análise do caso.
O que aconteceu na operação
Conforme o relato divulgado, traficantes armados invadiram a casa de Leandro Sousa enquanto tentavam se esconder da ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Os quatro suspeitos que estavam no imóvel morreram. A mulher de Leandro foi a única sobrevivente no local.
A operação também ocorreu em outras comunidades da região central do Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão e passou a ser acompanhado por órgãos de controle e investigação.
Posição da Polícia Militar
Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que lamenta a morte de Leandro Silva Sousa. A corporação afirmou que o óbito do morador e dos outros sete mortos é alvo de procedimento de apuração interna, além de investigação da Polícia Civil, medida que, segundo a secretaria, é adotada em todas as operações.
A secretaria declarou ainda que somente a perícia técnica poderá esclarecer todos os fatos e circunstâncias do ocorrido. Também ressaltou que a corporação preza pela transparência e colabora integralmente com as investigações.
Repercussão
O pedido das imagens das câmeras corporais coloca foco sobre a atuação policial na operação no Morro dos Prazeres. O material poderá ajudar a esclarecer a dinâmica da ação e as circunstâncias das mortes registradas.
A cobrança por transparência cresce à medida que o caso avança nas investigações. O desfecho deve depender dos laudos periciais, das imagens requisitadas e dos depoimentos colhidos pelas autoridades.
Fonte: Agência Brasil.