93% dos prefeitos do PL no Paraná deixam partido após Moro

Saída em massa de 49 dos 52 prefeitos do PL expõe crise interna no Paraná após o anúncio da filiação de Sergio Moro e sua indicação para a disputa ao governo do estado.

A filiação de Sergio Moro ao PL provocou uma ruptura de grandes proporções no Paraná. Na manhã desta quinta-feira, 26 de março de 2026, prefeitos da legenda anunciaram, em coletiva de imprensa em Curitiba, a saída em massa do partido.

Segundo os próprios gestores municipais, 49 dos 52 prefeitos do PL no estado decidiram deixar a sigla. O número representa 93% dos chefes do Executivo municipal eleitos pela legenda no Paraná.

O movimento expõe o tamanho da insatisfação interna após a definição de Moro como nome do partido para a disputa ao governo estadual. De acordo com os prefeitos, a principal queixa é a falta de diálogo na condução das decisões dentro da legenda.

Os gestores afirmam que não foram consultados antes do anúncio e criticam a forma como o processo foi conduzido. A avaliação do grupo é que houve imposição da decisão, sem espaço para debate com as lideranças locais.

Além da crítica ao método adotado pelo partido, os prefeitos também apontaram restrições ao nome de Sergio Moro. Entre as justificativas apresentadas, está a avaliação de que o ex-juiz não conheceria suficientemente a realidade do Paraná.

O grupo também citou, entre os pontos negativos, suposta falta de liderança, capacidade de gestão, negociação, diálogo e articulação política. Na visão dos prefeitos, essas características seriam essenciais para a condução do governo estadual.

Com a debandada, os prefeitos prometem buscar uma nova legenda para se filiar e outro nome para apoiar nas eleições. O episódio amplia a crise no PL paranaense e pode redesenhar o cenário político do estado.

Reação política no Paraná

A saída coletiva de prefeitos deve gerar impacto direto na base municipal do partido. Prefeitos são peças estratégicas nas articulações eleitorais, especialmente em um estado com forte peso político no interior.

O rompimento também sinaliza dificuldades para a construção de uma candidatura competitiva com apoio unificado do partido no Paraná. A movimentação tende a repercutir entre vereadores, deputados e demais lideranças regionais.

O que está em jogo

A crise interna no PL ocorre em um momento decisivo para a formação de alianças e definição de candidaturas. A perda de apoio entre prefeitos pode enfraquecer a estrutura política da sigla no estado.

Ao mesmo tempo, a saída em massa abre espaço para novas composições partidárias e rearranjos no tabuleiro eleitoral paranaense. Os próximos passos das lideranças municipais devem ser acompanhados de perto.