Acordo assinado nesta quarta (11) prevê “território-laboratório” em Foz do Iguaçu para transformar pesquisa em soluções para governos, empresas e a população.
O Governo do Paraná deu um passo para acelerar projetos de tecnologia na fronteira. A Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) assinou nesta quarta-feira (11) um protocolo de intenões com a Universidad Nacional del Este (UNE), gestora do Parque Tecnológico Itaipu Paraguai (PTI-PY), para criar um Hub Binacional de Inovação Paraná–Paraguai.
A proposta é transformar a região de fronteira em um “território-laboratório” de inovação aplicada. Na prática, a ideia é aproximar universidades, governos locais e parceiros institucionais para converter conhecimento científico em soluções concretas para o setor público, o setor produtivo e a sociedade.
Governança e parceria internacional
Além da UNE e do PTI-PY, o projeto prevê articulação com instituições dos dois países, como a Unicentro e a Unioeste, além da Universidad Nacional de Concepción. Do lado do Estado, participam a SEIA e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Segundo o secretário da SEIA, Alex Canziani, o protocolo inaugura um novo momento de cooperação entre Paraná e Paraguai, com foco em desenvolvimento tecnológico e oportunidades para a população da região de fronteira.
O reitor da UNE, José Sanchez, afirmou que a parceria amplia o intercâmbio científico e tecnológico, fortalece pesquisas e projetos e pode gerar benefícios diretos para o Alto Paraná.
Como deve funcionar o Hub Binacional
O plano inicial é aproveitar estruturas já existentes em Foz do Iguaçu e na região, como o Escritório Regional da SEIA, o Parque Tecnológico Itaipu no Paraguai e instalações das universidades parceiras.
A iniciativa quer usar “ativos estratégicos” da fronteira — como geração de energia limpa, posição logística e potencial turístico e cultural — para montar uma governança integrada de pesquisa, desenvolvimento, experimentação de políticas públicas e testes de tecnologias.
Eixos prioritários incluem IA, hidrogênio verde e cidades inteligentes
Entre os eixos estratégicos previstos estão inteligência artificial aplicada ao governo, segurança pública inteligente, logística, energia e hidrogênio verde, cidades inteligentes e inovação social baseada em dados.
Um dos focos anunciados é o eixo de segurança pública, com previsão de tecnologias integradas para apoiar a segurança de fronteira, como análise de carros e cargas, além de ferramentas voltadas a melhorar o atendimento a mulheres vítimas de violência.
O tenente-coronel Deoclecio Aires, da Polícia Militar, deve coordenar esse eixo, com a meta de ampliar a integração entre os dois países e criar sistemas que melhorem a experiência de moradores e turistas que circulam pela fronteira.
Escola de Métodos deve formar servidores e empreendedores
O projeto também prevê a criação de uma Escola de Métodos, para capacitação em temas como IA, ciência de dados, prototipagem e desenvolvimento de soluções públicas.
A expectativa do governo é que o Hub Binacional consolide a região como referência em diplomacia científica, atraia investimentos e talentos e gere um modelo replicável de governança internacional de inovação.
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Fonte: Agência Estadual de Notícias