
Projeto de requalificação prevê o plantio de 2.430 plantas nativas, microdrenagem para evitar alagamentos e monitoramento de fauna e flora.
A requalificação da Orla de Pontal do Paraná, no Litoral do estado, trará importantes benefícios ambientais, além de melhorias na infraestrutura de mobilidade e lazer. Com um trecho de 3,66 quilômetros, entre os balneários de Monções e Canoas, o projeto inclui o plantio de vegetação nativa da restinga, um novo sistema de drenagem urbana para minimizar alagamentos e programas de monitoramento de fauna e flora.
O projeto, desenvolvido pelo Instituto Água e Terra (IAT) e vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), está em fase de licitação, com as obras previstas para o primeiro trimestre de 2025 e conclusão em 13 meses. O orçamento detalhado é sigiloso, conforme a legislação vigente.
Entre as principais ações ambientais, estão o plantio de 2.430 novas plantas, incluindo árvores, arbustos e herbáceas, que visam melhorar a qualidade do ar, aumentar a biodiversidade local e reduzir as ilhas de calor. O projeto também inclui a construção de passarelas que permitem o crescimento de vegetação da restinga, e o resgate e replantio de espécies nativas que possam ser impactadas durante as obras.
Além disso, a nova estrutura de microdrenagem, planejada para evitar erosão e alagamentos, contará com galerias ao longo da Avenida Deputado Aníbal Khury, conduzindo a água da chuva para os canais de macrodrenagem existentes.
Programas ambientais e monitoramento da fauna
Durante a revitalização, serão realizados programas ambientais focados na conscientização da população sobre os impactos ambientais das obras. O monitoramento de espécies de fauna, como a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), que está ameaçada de extinção, será uma das prioridades, além de iniciativas de educação ambiental e supervisão da recomposição da flora.
A obra, que faz parte de um esforço contínuo para modernizar o Litoral do Paraná, também incluirá melhorias nas áreas de lazer, com novos quiosques, calçadas, ciclovias e dispositivos de acessibilidade, promovendo o turismo e valorizando o espaço público.
Fonte: Instituto Água e Terra (IAT)