Dia do Fisioterapeuta – Área da saúde faz parte da recuperação pós-mastectomia

No dia voltado à importância da profissão (13.10), especialista explica a promoção do bem-estar que a fisioterapia proporciona à pacientes com câncer de mama

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) aponta que cerca de 70% das pacientes oncológicas precisam recorrer à mastectomia. O procedimento pode trazer diversas alterações funcionais na região afetada, e esta realidade faz com que o acompanhamento fisioterapêutico seja essencial, tanto antes, quanto depois do procedimento cirúrgico. 

A professora do curso de Fisioterapia da Pitágoras Unopar, Magda Stival, comenta que muitos pacientes desconhecem a importância da especialidade tanto na preparação, quanto na recuperação pós-cirúrgica. ”Para a preparação cirúrgica, o atendimento da fisioterapia é fundamental, para obtermos dados necessários para uma reabilitação eficaz e com qualidade. Assim como após a mastectomia, seja total ou por quadrantectomia (parcial), a realização da fisioterapia é essencial, pois buscamos prevenir complicações circulatórias, osteomioarticulares, assim como evitar aderências e outros problemas na própria cicatriz, os quais podem surgir, desencadeando uma redução funcional”, comenta. 

A professora do curso explica que uma das principais atuações do profissional durante o período de pós-mastectomia, é a recuperação do movimento de qualidade e funcional, com a força do(s) braço(s) e melhora da sensibilidade, que muitas vezes pode ficar prejudicada; buscar reduzir dores e rigidez nas regiões das costas e pescoço; melhora da postura e da qualidade de vida. “São vários os benefícios da fisioterapia no pós-cirúrgico, desde a prevenção de possíveis problemas pulmonares, até a instalação de edema no local da mastectomia e no membro superior que está próximo, o que reduz a autoestima e confiança das pacientes devido aos problemas subsequentes que essas complicações podem acarretar. Buscamos também a orientação adequada da paciente no pós-operatório, tirando todas as dúvidas que possam vir a surgir, pois o conhecimento pode fazer em suas várias etapas de recuperação, ajuda na reabilitação e aceitabilidade do tratamento”, completa. 

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com estimativa aproximada de 66 mil novos casos no Brasil até 2022, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os dados do Inca também estimam 3.470 novos casos para o Paraná até 2022, com uma taxa de incidência de 59,26 casos por 100 mil mulheres. 

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