Empresários deveriam ter mais participação na ACIC

sergio castardo01Ele está há pouco mais de meio ano na presidência da Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (ACIC), mas já tem grande experiência empresarial. Luiz Sérgio Castardo (foto), 44 anos, já fazia parte da diretoria na gestão anterior e administra com pleno sucesso uma rede de lojas de calçados no interior do Paraná.

A associação tem campanhas de estímulo ao comércio local e oferece amplas opções de serviços, cursos e treinamentos para suas 747 empresas filiadas. “A ACIC é a casa do empresário cianortense. Se tiver algo que não oferecemos, nos dê sugestões que vamos tentar ajudar”, anuncia o presidente que diz que os filiados deveriam aproveitar melhor o apoio que a ACIC oferece. Muitas delas sem custo.

Ele diz ainda que o empresário que reclama da concorrência está fadado ao insucesso e ressalta as parcerias, como a com o Sebrae que lançará esse ano um curso inédito para confecção. A Folha de Cianorte entrevistou Sérgio Castardo que falou sobre a economia local, entre outros assuntos.

ENTREVISTA
FOLHA DE CIANORTE – Qual avaliação você desse período como presidente da ACIC?
SERGIO CASTARDO – Estamos com sete meses de trabalho como presidente. Mas já faço parte da diretoria há dois anos e meio. Isso faz compreender que o cooperativismo, todos os associados buscando a mesma direção, é muito importante. É um trabalho de doação, já que não existe remuneração. Mas é algo que nos traz conhecimento. Esse contato com todos os empresários da região e as informações que recebemos pela ACIC, são coisas que nos ensinam muito.

Qual o balanço da campanha no comércio de Cianorte?
Em 2013 foram 50 anos e 50 prêmios, sendo seis automóveis. Ano passado foram 51 anos e 51 prêmios, com sete automóveis. Foi um sucesso absoluto. Teve empresário que não participou e depois reclamou porque tinha muitos clientes pedindo os cupons. O objetivo foi alcançado que era fomentar o comércio. O consumidor procurou de forma intensa. Foram distribuídos mais de um milhão de cupons. A premiação foi muito boa e isso chamou muito a atenção. No dia 10 de fevereiro faremos uma reunião com a diretoria para estudarmos a campanha de 2015. A ideia inicial é manter nos mesmos moldes.

Cianorte está entre duas cidades maiores e que tem shoppings: Maringá e Umuarama. Como vocês trabalham para fazer com que as pessoas façam suas compras no comércio de Cianorte?
Vejo Cianorte como um polo regional e vejo Maringá como um grande polo dessa região. E não vejo essa concorrência com Umuarama porque não vejo as pessoas saírem de Cianorte para irem a Umuarama. Talvez de cidades mais próximas como Cruzeiro do Oeste e Tapejara. Temos que nos conscientizar do nosso tamanho como polo regional e fortalecermos isso. Infelizmente, jamais vamos conseguir conter a evasão. Ou, felizmente. Porque se todos contessem a evasão, as cidades da região também não viriam comprar conosco. Isso é uma ordem natural. Nós também trazemos clientes de outras cidades para comprar aqui.

Cianorte tem vocação econômica no vestuário e agronomia que, curiosamente, são setores cíclicos. Ora está bem, ora está mal. Como você avalia a mobilização desses setores em Cianorte?
Como filho de agricultor, a agricultura sempre é um ano bom e outro não. Na confecção, quando Cianorte começou vendia somente roupa. Hoje Cianorte vende moda. O ciclo da moda tem a concorrência um pouco menor e mais condições de marcar melhor. As indústrias de Cianorte estão muito voltadas para isso hoje. É lógico que há o período de crise. Mas se perguntar para os empresários de Cianorte um comparativo entre 2013 e 2014, arrisco que mais de 90% cresceu. Isso também é fruto do sucesso da indústria, que as pessoas estão empregadas e tendo renda.

Como você vê a mobilização do vestuário, que sempre reivindica mais apoio da prefeitura, governo, associações…?
Para quem não é da indústria, do setor, falamos de fora. Costumo dizer que falar sobre hipótese é muito cômodo. Tem que viver para opinar com mais propriedade. Entendo que as indústrias de confecção poderiam ser mais um pouco unidas. Com a força de todas juntas, poderiam divulgar mais Cianorte como um grande polo do setor. Acho que essa falta de união faz um pouco de falta. Torço para que se encaminhe para isso e fortaleça ainda mais o setor e Cianorte.

Além da campanha no comércio, a ACIC também oferece serviços e cursos. Como você avalia o interesse do empresário?
Temos “N” coisas na ACIC. Emissão de nota fiscal eletrônica, serviços da Junta Comercial, certificação digital, o ponto de atendimento do Sebrae que teve mais de 1,3 mil atendimentos em um ano. Tivemos a melhor avaliação de todo o Paraná nisso. É um grande diferencial. De nota 10 possível, a avaliação do Sebrae foi de 9,76 para Cianorte. Também temos serviço de consulta ao SPC e vários convênios. Quem precisar de uma assessoria contábil ou administrativa na sua empresa, temos convênios com a Unipar e UEM gratuitamente com os universitários atuando com estágios de seus cursos.

E como é a procura por esses cursos e serviços?
Na Junta Comercial tem a procura normal. A certificação digital existe em outras cidades. O Posto de Atendimento do Sebrae é único e tem muita procura. O que é mal aproveitado são os convênios com as universidades. Há muitos empresários com dificuldades administrativas, no marketing ou financeira… e nós temos dentro da ACIC condição de dar respaldo sobre isso e sem custo.

Como você avalia a situação de empresários locais irem para outras cidades ou abrirem filiais em outras cidades?
Nós temos lojas aqui, em Maringá e em outras cidades. Posso dizer que Cianorte é um baita comércio. Tanto que a nossa loja aqui vende mais que a de Maringá. O empresário que reclama da concorrência está fadado ao insucesso. Quem reclama da crise está fadado ao insucesso. Costumo dizer na minha empresa, que se procurarmos justificativas e desculpas, vamos encontrar várias. Mas, se formos procurar solução, dá um pouco mais de trabalho, mas vai encontrar também. Então, o que eu digo é “vamos buscar soluções”. Vamos ao trabalho porque essa é a solução.

O que está previsto para a ACIC no futuro?
Estamos implementando agora, com “425 vidas” como é chamado pela Unimed, são convênios para os associados oferecer planos de saúde para seus funcionários. Temos grandes parceiros como o Sicredi, a prefeitura de Cianorte, entre outros. Queremos fomentar a cidade, principalmente o comércio, e a indústria que já tem sua representatividade. Tem um projeto do Sebrae de cursos para confecção, seja comércio ou indústria. Isso será implantado esse ano. E temos também varias palestras. Então, aquele empresário que precisa de algo ou tem dificuldade, é só nos procurar que damos um jeito de fazer um curso ou treinamento.

sergio castardo02PERFIL
• NOME: Luiz Sérgio Castardo
• NASCIMENTO: 22/9/1970
• LOCAL: Pérola (PR)
• FAMÍLIA: casado, três filhas
• FORMAÇÃO: Ciências Contábeis
• LAZER: futebol e navegação
• TIME: Santos

Texto e fotos: Andye Iore

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Empresários deveriam ter mais participação na ACIC

sergio castardo01Ele está há pouco mais de meio ano na presidência da Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (ACIC), mas já tem grande experiência empresarial. Luiz Sérgio Castardo (foto), 44 anos, já fazia parte da diretoria na gestão anterior e administra com pleno sucesso uma rede de lojas de calçados no interior do Paraná.

A associação tem campanhas de estímulo ao comércio local e oferece amplas opções de serviços, cursos e treinamentos para suas 747 empresas filiadas. “A ACIC é a casa do empresário cianortense. Se tiver algo que não oferecemos, nos dê sugestões que vamos tentar ajudar”, anuncia o presidente que diz que os filiados deveriam aproveitar melhor o apoio que a ACIC oferece. Muitas delas sem custo.

Ele diz ainda que o empresário que reclama da concorrência está fadado ao insucesso e ressalta as parcerias, como a com o Sebrae que lançará esse ano um curso inédito para confecção. A Folha de Cianorte entrevistou Sérgio Castardo que falou sobre a economia local, entre outros assuntos.

ENTREVISTA
FOLHA DE CIANORTE – Qual avaliação você desse período como presidente da ACIC?
SERGIO CASTARDO – Estamos com sete meses de trabalho como presidente. Mas já faço parte da diretoria há dois anos e meio. Isso faz compreender que o cooperativismo, todos os associados buscando a mesma direção, é muito importante. É um trabalho de doação, já que não existe remuneração. Mas é algo que nos traz conhecimento. Esse contato com todos os empresários da região e as informações que recebemos pela ACIC, são coisas que nos ensinam muito.

Qual o balanço da campanha no comércio de Cianorte?
Em 2013 foram 50 anos e 50 prêmios, sendo seis automóveis. Ano passado foram 51 anos e 51 prêmios, com sete automóveis. Foi um sucesso absoluto. Teve empresário que não participou e depois reclamou porque tinha muitos clientes pedindo os cupons. O objetivo foi alcançado que era fomentar o comércio. O consumidor procurou de forma intensa. Foram distribuídos mais de um milhão de cupons. A premiação foi muito boa e isso chamou muito a atenção. No dia 10 de fevereiro faremos uma reunião com a diretoria para estudarmos a campanha de 2015. A ideia inicial é manter nos mesmos moldes.

Cianorte está entre duas cidades maiores e que tem shoppings: Maringá e Umuarama. Como vocês trabalham para fazer com que as pessoas façam suas compras no comércio de Cianorte?
Vejo Cianorte como um polo regional e vejo Maringá como um grande polo dessa região. E não vejo essa concorrência com Umuarama porque não vejo as pessoas saírem de Cianorte para irem a Umuarama. Talvez de cidades mais próximas como Cruzeiro do Oeste e Tapejara. Temos que nos conscientizar do nosso tamanho como polo regional e fortalecermos isso. Infelizmente, jamais vamos conseguir conter a evasão. Ou, felizmente. Porque se todos contessem a evasão, as cidades da região também não viriam comprar conosco. Isso é uma ordem natural. Nós também trazemos clientes de outras cidades para comprar aqui.

Cianorte tem vocação econômica no vestuário e agronomia que, curiosamente, são setores cíclicos. Ora está bem, ora está mal. Como você avalia a mobilização desses setores em Cianorte?
Como filho de agricultor, a agricultura sempre é um ano bom e outro não. Na confecção, quando Cianorte começou vendia somente roupa. Hoje Cianorte vende moda. O ciclo da moda tem a concorrência um pouco menor e mais condições de marcar melhor. As indústrias de Cianorte estão muito voltadas para isso hoje. É lógico que há o período de crise. Mas se perguntar para os empresários de Cianorte um comparativo entre 2013 e 2014, arrisco que mais de 90% cresceu. Isso também é fruto do sucesso da indústria, que as pessoas estão empregadas e tendo renda.

Como você vê a mobilização do vestuário, que sempre reivindica mais apoio da prefeitura, governo, associações…?
Para quem não é da indústria, do setor, falamos de fora. Costumo dizer que falar sobre hipótese é muito cômodo. Tem que viver para opinar com mais propriedade. Entendo que as indústrias de confecção poderiam ser mais um pouco unidas. Com a força de todas juntas, poderiam divulgar mais Cianorte como um grande polo do setor. Acho que essa falta de união faz um pouco de falta. Torço para que se encaminhe para isso e fortaleça ainda mais o setor e Cianorte.

Além da campanha no comércio, a ACIC também oferece serviços e cursos. Como você avalia o interesse do empresário?
Temos “N” coisas na ACIC. Emissão de nota fiscal eletrônica, serviços da Junta Comercial, certificação digital, o ponto de atendimento do Sebrae que teve mais de 1,3 mil atendimentos em um ano. Tivemos a melhor avaliação de todo o Paraná nisso. É um grande diferencial. De nota 10 possível, a avaliação do Sebrae foi de 9,76 para Cianorte. Também temos serviço de consulta ao SPC e vários convênios. Quem precisar de uma assessoria contábil ou administrativa na sua empresa, temos convênios com a Unipar e UEM gratuitamente com os universitários atuando com estágios de seus cursos.

E como é a procura por esses cursos e serviços?
Na Junta Comercial tem a procura normal. A certificação digital existe em outras cidades. O Posto de Atendimento do Sebrae é único e tem muita procura. O que é mal aproveitado são os convênios com as universidades. Há muitos empresários com dificuldades administrativas, no marketing ou financeira… e nós temos dentro da ACIC condição de dar respaldo sobre isso e sem custo.

Como você avalia a situação de empresários locais irem para outras cidades ou abrirem filiais em outras cidades?
Nós temos lojas aqui, em Maringá e em outras cidades. Posso dizer que Cianorte é um baita comércio. Tanto que a nossa loja aqui vende mais que a de Maringá. O empresário que reclama da concorrência está fadado ao insucesso. Quem reclama da crise está fadado ao insucesso. Costumo dizer na minha empresa, que se procurarmos justificativas e desculpas, vamos encontrar várias. Mas, se formos procurar solução, dá um pouco mais de trabalho, mas vai encontrar também. Então, o que eu digo é “vamos buscar soluções”. Vamos ao trabalho porque essa é a solução.

O que está previsto para a ACIC no futuro?
Estamos implementando agora, com “425 vidas” como é chamado pela Unimed, são convênios para os associados oferecer planos de saúde para seus funcionários. Temos grandes parceiros como o Sicredi, a prefeitura de Cianorte, entre outros. Queremos fomentar a cidade, principalmente o comércio, e a indústria que já tem sua representatividade. Tem um projeto do Sebrae de cursos para confecção, seja comércio ou indústria. Isso será implantado esse ano. E temos também varias palestras. Então, aquele empresário que precisa de algo ou tem dificuldade, é só nos procurar que damos um jeito de fazer um curso ou treinamento.

sergio castardo02PERFIL
• NOME: Luiz Sérgio Castardo
• NASCIMENTO: 22/9/1970
• LOCAL: Pérola (PR)
• FAMÍLIA: casado, três filhas
• FORMAÇÃO: Ciências Contábeis
• LAZER: futebol e navegação
• TIME: Santos

Texto e fotos: Andye Iore

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