Delegado Adão Wagner promete adequações na 21ª SDP

adao03Cianorte já tem novo delegado. Adão Wagner Loureiro Rodrigues (foto), 46 anos, já assumiu a chefia da 21ª Subdivisão de Polícia Civil e prepara uma adequação no efetivo e estrutura. Além da avaliação, ele também foca nas ações no combate ao tráfico de drogas se valendo da ampla experiência de oito anos na Divisão de Narcóticos. O delegado revela em entrevista ao jornal Folha de Cianorte que também quer reduzir a superlotação da cadeia cianortense que tem capacidade para 46 detentos, mas costuma abrigar mais que o triplo disso. Ele também deseja trabalhar numa mobilização para agilizar a construção da Delegacia Cidadã que já tem terreno disponível ao governo estadual.

Adão Wagner se formou em Direito, em Araçatuba (SP), em 1997. Ele fez pós graduação em “Direito processual, penal, civil e do trabalho” e também em “Gestão de polícia”. O delegado começou a carreira policial em 1988, na Polícia Militar, em São Paulo, onde ficou por 13 anos. Depois foi para Curitiba em 2002, passou por Terra Rica, Paranavaí, voltou para Curitiba na Escola de Polícia e ficou oito anos na Divisão de Narcóticos em Maringá.

Ele mostra um perfil humanista, citando que casos que envolvem crianças – como o recente atropelamento de uma criança de 3 anos em Jussara – sempre são comoventes. “Delegado tem que ter um perfil misto”, considera. “Tem que ser operacional, tomar conhecimento dos crimes e de como esses crimes acontecem na cidade. Mas, também tem que ser um administrador”.

ENTREVISTA

FOLHA DE CIANORTE – O senhor está chegando numa cidade cinco vezes menor que Maringá, onde trabalhava. Como o senhor encara isso na sua carreira policial?
ADÃO WAGNER – É mais um desafio. Cianorte é uma cidade um pouco menor, mas é uma sede de subdivisão e terá que ser estruturada. Estamos começando os trabalhos. Com relação á cidade, eu acredito que em parte seja um pouco mais vantajoso. Pela cidade ser um pouco menor, a Polícia Civil tem como identificar e ter conhecimento daqueles delitos que mais acontecem.

Qual é o seu perfil como delgado de Polícia Civil?
Eu acho que todo colega delegado tem que ter um perfil misto. Ele tem que ser operacional, tem que tomar conhecimento dos crimes e de como esses crimes acontecem na cidade. Mas, também tem que ser um administrador. Acho que isso é fundamental.

Quais serão seus principais desafios em Cianorte, pelo que o senhor viu até agora?
Acredito que o principal deles seja o combate ao tráfico de drogas pela grande experiência que nós temos nos últimos anos. E a reestruturação da delegacia. Eu acho que isso é fundamental para desenvolvermos um bom trabalho.

Quais serão suas primeiras medidas na prática? Haverá alguma mudança?
Nós estamos fazendo um levantamento de como se comporta administrativamente hoje a unidade para tentarmos potencializar o pouco efetivo que nós temos. Então, estamos identificando perfil de funcionários e tentando colocá-los de uma forma que eles possam render mais no serviço. E com relação aos serviços especificamente, é o combate aos pontos de tráfico de drogas. Essas são as primeiras ações.

Nas delegacias que tem carceragem é comum os presos receberem telefones, drogas e objetos. Isso também acontece em Cianorte e é algo que não depende só do delegado, já que os agentes estão ligados à Secretaria de Justiça. Como o senhor vai lidar com isso?
A questão de presos aqui na subdivisão tem uma peculiaridade. Nós temos o setor de carceragem que fica anexo à subdivisão. A gestão aqui é uma gestão compartilhada. Então, existem funcionários da Secretaria de Justiça e da Secretaria de Segurança… houve até uma unificação. Mas, é uma gestão compartilhada. Ou seja, existem os agentes que tem atribuição específica de guarda de presos e os policiais civis que tem a atribuição de dar o apoio, assim como também os policiais militares. Então, esperamos que essa gestão seja dessa forma, compartilhada. Ou seja, todos entendo que há uma dificuldade que tem que ser administrada em conjunto.

Sobre a equipe e efetivo, tem algo planejado?
Por enquanto,  estamos tentando potencializar o que nós temos. É claro que os pedidos serão feitos com as suas justificativas, tentando trazer para cá mais policiais. Comigo veio um investigador de polícia que já está comigo há oito anos e que é um dos homens de confiança que nós temos, para tentar entender melhor o que acontece na subdivisão e melhorar o serviço.

É bem comum mudar o comando da Polícia Militar e Polícia Civil no interior quando troca o secretário em Curitiba… e também para que não se crie vínculos por muito tempo nas cidades. Como o senhor avalia essas transferências?

Eu posso falar da minha situação. Fazia oito anos que estava na Divisão de Narcóticos, em Maringá, desenvolvendo um bom trabalho. A chefia entendeu que a missão deveria ser outra a partir de agora. E nós, como funcionários públicos que somos, temos que entender. Então, a 21ª Subdivisão em Cianorte é um desafio grande e nós vamos enfrentá-lo com toda a vontade e disposição que temos.

O senhor tem grande experiência no combate ao tráfico de drogas. O crack hoje tem um grande avanço na sociedade. O que representa essa droga hoje em relação ao seu trabalho?
Não é um crescimento isolado do crack. Infelizmente, é crescimento do uso de drogas. São motivos diversos e é uma atividade muito perniciosa porque arrasta com ela outros ilícitos. O tráfico de drogas acarreta frutos em residências, roubos com violência e outros delitos que incomodam a sociedade.

Nem sempre há parcerias entre as polícias Civil e Militar. Como o senhor avalia essa relação?
Já fiz contato não só coma Polícia Militar, mas também com a prefeitura. Vou falar também com o Judiciário, Ministério Público, justamente para que possamos fazer um trabalho em conjunto. Vamos somar as forças para tentar fazer um bom trabalho. Se tiver disputa entre a Polícia Civil e Militar em Cianorte, espero que seja no sentido de que um tente superar o outro nos índices de produção. Assim é uma competição positiva!

Cianorte já tem um terreno garantido para a construção da Delegacia Cidadã. O senhor pretende mobilizar a sociedade e governo para agilizar isso?
Sei que existe isso, mas existe um cronograma e planejamento dentro de um plano de governo. É claro que vamos pedir, mas temos respeitar isso e sei que é difícil.

Além da transferência o governo estadual acenou com alguma outra situação ou benefício para Cianorte?
A chefia sempre está apoiando e tem um olhar especial aqui para Cianorte porque é uma subdivisão nova. Espero que as coisas se desenrolem. O secretário tem se mostrado muito disposto a trabalhar. Ele é um empreendedor e acho que ele vai ter um olhar bem específico e direcionado aqui para a cidade. Esperamos que ele possa fazer o máximo no sentido de nos ajudar a administrar bem aqui.

É possível ser um policial humanista lidando com tanta violência urbana na sociedade?
É uma questão de preparo. O policial tem que estar preparado para saber diferenciar. O momento que ele deve utilizar de uma postura pouco mais rígida que às vezes é necessário, mas tem que saber diferenciar também o momento que ele tem que ser parceiro, orientador. Faz parte da atividade.

O senhor usa a tecnologia, internet, para ajudar no trabalho?
Isso é importante! Quem trabalha na linha de investigação que está ligado à inteligência policial, tem que utilizar essas ferramentas. Se aqui já não utilizam, serão orientados a utilizar.

PERFIL
• NOME: Adão Wagner Loureiro Rodrigues
• NASCIMENTO: 25 de junho de 1968
• LOCAL: Cafelândia (SP)
• FAMÍLIA: casado, dois filhos
• FORMAÇÃO: Direito, em Araçatuba (1997)
• LAZER: ficar em casa com a família

Texto e foto: Andye Iore

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Delegado Adão Wagner promete adequações na 21ª SDP

adao03Cianorte já tem novo delegado. Adão Wagner Loureiro Rodrigues (foto), 46 anos, já assumiu a chefia da 21ª Subdivisão de Polícia Civil e prepara uma adequação no efetivo e estrutura. Além da avaliação, ele também foca nas ações no combate ao tráfico de drogas se valendo da ampla experiência de oito anos na Divisão de Narcóticos. O delegado revela em entrevista ao jornal Folha de Cianorte que também quer reduzir a superlotação da cadeia cianortense que tem capacidade para 46 detentos, mas costuma abrigar mais que o triplo disso. Ele também deseja trabalhar numa mobilização para agilizar a construção da Delegacia Cidadã que já tem terreno disponível ao governo estadual.

Adão Wagner se formou em Direito, em Araçatuba (SP), em 1997. Ele fez pós graduação em “Direito processual, penal, civil e do trabalho” e também em “Gestão de polícia”. O delegado começou a carreira policial em 1988, na Polícia Militar, em São Paulo, onde ficou por 13 anos. Depois foi para Curitiba em 2002, passou por Terra Rica, Paranavaí, voltou para Curitiba na Escola de Polícia e ficou oito anos na Divisão de Narcóticos em Maringá.

Ele mostra um perfil humanista, citando que casos que envolvem crianças – como o recente atropelamento de uma criança de 3 anos em Jussara – sempre são comoventes. “Delegado tem que ter um perfil misto”, considera. “Tem que ser operacional, tomar conhecimento dos crimes e de como esses crimes acontecem na cidade. Mas, também tem que ser um administrador”.

ENTREVISTA

FOLHA DE CIANORTE – O senhor está chegando numa cidade cinco vezes menor que Maringá, onde trabalhava. Como o senhor encara isso na sua carreira policial?
ADÃO WAGNER – É mais um desafio. Cianorte é uma cidade um pouco menor, mas é uma sede de subdivisão e terá que ser estruturada. Estamos começando os trabalhos. Com relação á cidade, eu acredito que em parte seja um pouco mais vantajoso. Pela cidade ser um pouco menor, a Polícia Civil tem como identificar e ter conhecimento daqueles delitos que mais acontecem.

Qual é o seu perfil como delgado de Polícia Civil?
Eu acho que todo colega delegado tem que ter um perfil misto. Ele tem que ser operacional, tem que tomar conhecimento dos crimes e de como esses crimes acontecem na cidade. Mas, também tem que ser um administrador. Acho que isso é fundamental.

Quais serão seus principais desafios em Cianorte, pelo que o senhor viu até agora?
Acredito que o principal deles seja o combate ao tráfico de drogas pela grande experiência que nós temos nos últimos anos. E a reestruturação da delegacia. Eu acho que isso é fundamental para desenvolvermos um bom trabalho.

Quais serão suas primeiras medidas na prática? Haverá alguma mudança?
Nós estamos fazendo um levantamento de como se comporta administrativamente hoje a unidade para tentarmos potencializar o pouco efetivo que nós temos. Então, estamos identificando perfil de funcionários e tentando colocá-los de uma forma que eles possam render mais no serviço. E com relação aos serviços especificamente, é o combate aos pontos de tráfico de drogas. Essas são as primeiras ações.

Nas delegacias que tem carceragem é comum os presos receberem telefones, drogas e objetos. Isso também acontece em Cianorte e é algo que não depende só do delegado, já que os agentes estão ligados à Secretaria de Justiça. Como o senhor vai lidar com isso?
A questão de presos aqui na subdivisão tem uma peculiaridade. Nós temos o setor de carceragem que fica anexo à subdivisão. A gestão aqui é uma gestão compartilhada. Então, existem funcionários da Secretaria de Justiça e da Secretaria de Segurança… houve até uma unificação. Mas, é uma gestão compartilhada. Ou seja, existem os agentes que tem atribuição específica de guarda de presos e os policiais civis que tem a atribuição de dar o apoio, assim como também os policiais militares. Então, esperamos que essa gestão seja dessa forma, compartilhada. Ou seja, todos entendo que há uma dificuldade que tem que ser administrada em conjunto.

Sobre a equipe e efetivo, tem algo planejado?
Por enquanto,  estamos tentando potencializar o que nós temos. É claro que os pedidos serão feitos com as suas justificativas, tentando trazer para cá mais policiais. Comigo veio um investigador de polícia que já está comigo há oito anos e que é um dos homens de confiança que nós temos, para tentar entender melhor o que acontece na subdivisão e melhorar o serviço.

É bem comum mudar o comando da Polícia Militar e Polícia Civil no interior quando troca o secretário em Curitiba… e também para que não se crie vínculos por muito tempo nas cidades. Como o senhor avalia essas transferências?

Eu posso falar da minha situação. Fazia oito anos que estava na Divisão de Narcóticos, em Maringá, desenvolvendo um bom trabalho. A chefia entendeu que a missão deveria ser outra a partir de agora. E nós, como funcionários públicos que somos, temos que entender. Então, a 21ª Subdivisão em Cianorte é um desafio grande e nós vamos enfrentá-lo com toda a vontade e disposição que temos.

O senhor tem grande experiência no combate ao tráfico de drogas. O crack hoje tem um grande avanço na sociedade. O que representa essa droga hoje em relação ao seu trabalho?
Não é um crescimento isolado do crack. Infelizmente, é crescimento do uso de drogas. São motivos diversos e é uma atividade muito perniciosa porque arrasta com ela outros ilícitos. O tráfico de drogas acarreta frutos em residências, roubos com violência e outros delitos que incomodam a sociedade.

Nem sempre há parcerias entre as polícias Civil e Militar. Como o senhor avalia essa relação?
Já fiz contato não só coma Polícia Militar, mas também com a prefeitura. Vou falar também com o Judiciário, Ministério Público, justamente para que possamos fazer um trabalho em conjunto. Vamos somar as forças para tentar fazer um bom trabalho. Se tiver disputa entre a Polícia Civil e Militar em Cianorte, espero que seja no sentido de que um tente superar o outro nos índices de produção. Assim é uma competição positiva!

Cianorte já tem um terreno garantido para a construção da Delegacia Cidadã. O senhor pretende mobilizar a sociedade e governo para agilizar isso?
Sei que existe isso, mas existe um cronograma e planejamento dentro de um plano de governo. É claro que vamos pedir, mas temos respeitar isso e sei que é difícil.

Além da transferência o governo estadual acenou com alguma outra situação ou benefício para Cianorte?
A chefia sempre está apoiando e tem um olhar especial aqui para Cianorte porque é uma subdivisão nova. Espero que as coisas se desenrolem. O secretário tem se mostrado muito disposto a trabalhar. Ele é um empreendedor e acho que ele vai ter um olhar bem específico e direcionado aqui para a cidade. Esperamos que ele possa fazer o máximo no sentido de nos ajudar a administrar bem aqui.

É possível ser um policial humanista lidando com tanta violência urbana na sociedade?
É uma questão de preparo. O policial tem que estar preparado para saber diferenciar. O momento que ele deve utilizar de uma postura pouco mais rígida que às vezes é necessário, mas tem que saber diferenciar também o momento que ele tem que ser parceiro, orientador. Faz parte da atividade.

O senhor usa a tecnologia, internet, para ajudar no trabalho?
Isso é importante! Quem trabalha na linha de investigação que está ligado à inteligência policial, tem que utilizar essas ferramentas. Se aqui já não utilizam, serão orientados a utilizar.

PERFIL
• NOME: Adão Wagner Loureiro Rodrigues
• NASCIMENTO: 25 de junho de 1968
• LOCAL: Cafelândia (SP)
• FAMÍLIA: casado, dois filhos
• FORMAÇÃO: Direito, em Araçatuba (1997)
• LAZER: ficar em casa com a família

Texto e foto: Andye Iore

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