A prefeitura de Cianorte prepara uma vistoria nas empresas de moto-táxi da cidade, conforme a Folha de Cianorte anunciou na semana passada. A atividade que não é regulamentada na cidade, gera polêmica ocasionalmente. Para o proprietário do Moto-Táxi Central, Devair de Oliveira Moisés (foto), a regulamentação pode ser bem recebida, desde que seja feita com a participação da categoria e reuniões prévias para se debater os procedimentos. “Isso é o nosso ganha pão. Não podemos fazer nada de errado no trabalho”, comenta o moto-taxista que trabalha há 14 anos na atividade. “Sempre contratamos pessoas de responsabilidade e precisamos ter sempre credibilidade com os passageiros”.
Devair Oliveira chegou a ter 17 moto-taxistas em sua empresa. Ele mantém um registro com fotos, endereços e documentos dos funcionários e diz nunca ter tido nenhum tipo de problema. Ele se preocupa que a prefeitura exija normas desnecessárias, como altas taxas. O que inviabilizaria a profissão. E também a pintura das motocicletas. Ele explica que os motociclistas tem o hábito de trocar de moto com frequência e o veículo com pintura modificada ou adesivada reduziria o valor em caso de venda ou troca. No caso, ele defende que poderia identificar as motos usadas no transporte com uma capa no tanque.
SEGURANÇA – Os moto-taxistas não fazem só transporte de passageiros. Devair Oliveira revela que eles são contratados para transportar documentos e até fazem corridas intermunicipais prestando serviços para empresas da região. Além, é claro, da geração de empregos. Ele defende as empresas com pontos fixos que, mesmo sem regulamentação, são garantias para os usuários porque há respeito a velocidade e sinalização de trânsito nas corridas. “Se a pessoa pega um moto-táxi aqui, sabe quem foi, para onde foi, e isso evita questões de assaltos, como pode acontecer se pegar uma corrida de onde não tem ponto”, alerta Oliveira.
* Leia reportagem anunciando vistoria sobre regulamentação do moto-táxi.
Texto e foto: Andye Iore
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