Por mais que os governos municipais, estaduais e federais façam campanhas informando dos riscos da dengue e da necessidade de se combater os focos do mosquito Aedes aegypti – responsável pela transmissão da doença – a população parece não tomar consciência do quão grave é o problema, como aponta o relatório divulgado pela 13ª Regional de Saúde na última sexta-feira (24).
O relatório apresenta dados da doença em 12 municípios da 13ª Regional, um uma população de 142.455 habitantes. E demonstra que a situação na região é preocupante, principalmente pelos números do índice de infestação predial, no qual é feito a contagem do número de focos de larvas do mosquito transmissor encontrados nos imóveis de cada município.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o percentual aceitável do índice é de menos de 1%. Na região apenas Japurá apresenta um índice satisfatório com 0,52%. Os demais municípios estão acima desta taxa, sendo que a situação mais preocupante é de Cidade Gaúcha com 3,40%. Isso porque segundo a OMS quando o índice atinge 4% ou mais o mesmo passa a ser classificado como surto de dengue.
ALERTA – Os municípios que apresentam resultados de 1% a 3,9% no índice de infestação predial, de acordo com a OMS, se consideram em situação de alerta. Deste modo na região se encontram nesta situação: Tapejara (3%), São Tomé (2,75%), São Manoel do Paraná (2,64%), Jussara (2,16%), Cianorte (2,10%), Tuneiras do Oeste (1,78%), Guaporema (1,44%), Rondon (1,30%) e Indianópolis (1,03%).
Texto: Juliano Secolo / Imagem ilustrativa
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