HUM implanta robô de telepresença nas atividades

uem-roboA aplicabilidade de um robô de telepresença em ambiente hospitalar está sendo implantada no Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM).Desenvolvido pelo engenheiro de produção Antonio Henrique Dianin, graduado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), o R1T1 é o primeiro robô de telepresença desenvolvido no Brasil. Em 2013, a Project Robot, empresa de Dianin que detém a patente do equipamento, apresentou um protótipo do R1T1 à direção do HUM, solicitando autorização formal para sua utilização nas dependências do hospital. O engenheiro foi orientado a informar o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da universidade sobre a proposta e discutir a relação da empresa com o HUM. Após avaliação do equipamento pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), o HUM passou a ser utilizado como espaço de testagem da aplicabilidade do robô, processo acompanhado pela equipe do Núcleo de Pesquisa Clínica (NPC) do hospital. A parceria foi destaque ontem na edição do Fantástico, programa da Rede Globo.

Para Dianin, um robô de telepresença no ambiente hospitalar pode ser muito útil em consultas a pacientes, na interação com pacientes da pediatria ou do ambulatório, na visita ou discussão de casos nas diferentes enfermarias (clínica, cirúrgica etc) e na aproximação entre pacientes e familiares com histórico de longos períodos de internação.  “Robôs tocam profundamente nos seres humanos”, acredita ele.

Sandra Bin, enfermeira coordenadora de pesquisa do Núcleo de Pesquisa Clínica, também aposta na humanização como uma das principais possibilidades de utilização do R1T1. “Acredito que o robô de telepresença pode quebrar o estigma do hospital como um local frio e difícil, associando o lúdico dos brinquedos tecnológicos às atividades da assistência à saúde”, afirma ela.

Em maio, o robô de telepresença será utilizado nas atividades do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) programadas em função do Dia Mundial de Higienização das Mãos. O reitor Júlio Santiago Prates Filho diz que é um orgulho para a Universidade ter um ex-aluno como criador do robô. Destacando o fato de que a UEM tem investido e trabalhado com a inovação tecnológica, ressalta ainda a importância do projeto e sua utilização dentro do hospital, com a possibilidade de ele ser ampliado e utilizado em outros setores da instituição.

Texto e foto: ASC/UEM

Compartilhe: