Universidades estaduais são contempladas com o Selo Sesi ODS

A Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) conquistaram o Selo Sesi ODS 2020. Em sua 5ª edição, a certificação avaliou boas práticas organizacionais de combate ao novo coronavírus e de prevenção da Covid-19, assim como projetos para o período pós-pandemia.

Instituída pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), a iniciativa contemplou ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015. Neste ano, participaram organizações institucionais e empresariais, públicas e privadas, incluindo instituições de ensino e organizações da sociedade civil.

“Esse reconhecimento demonstra o compromisso das universidades estaduais com questões fundamentais para a saúde e a qualidade de vida das pessoas, principalmente nesse período de pandemia que assola o mundo”, afirma Luis Paulo Gomes Mascarenhas, coordenador da Divisão de Relações Internacionais da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.

Segundo ele, as unidades laboratoriais das instituições de ensino superior paranaenses vêm desempenhando papel de destaque nas práticas clínicas em virologia, desde o início desse cenário epidemiológico. “Certamente, esse novo contexto evidenciou as atividades desenvolvidas nas comunidades universitária e científica, com foco na promoção do bem-estar e na integridade das pessoas”, ressalta.

UEL

O projeto “UEL pela vida contra o coronavírus” proporcionou assistência para idosos e produção de máscaras de baixo custo para a população londrinense. Essa ação também viabilizou a habilitação do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Universitário da UEL, no Sistema Estadual de Laboratórios de Saúde Pública do Paraná (Seslab-PR), para a testagem do novo coronavírus. A estrutura tem capacidade para 200 exames por dia.

Para a diretora de Avaliação Institucional da UEL, professora Elisa Tanaka Carloto, a comunidade universitária desempenha uma função estratégica na transformação social, principalmente em situações de emergência em saúde. “Esse selo comprova o papel da universidade e o retorno dos investimentos públicos na formação de profissionais competentes e habilitados para atender a sociedade”, afirma.

Em relação ao período pós-pandemia, outro projeto da UEL reconhecido com o Selo Sesi ODS 2020 consiste em uma pesquisa que aborda a estrutura produtiva do Paraná e a identificação de setores estratégicos para a recuperação econômica.

A pesquisa foi empreendida pelo professor Umberto Antônio Sesso Filho, do Centro de Estudos Sociais Aplicados da UEL, em parceria com o professor Paulo Rogério Alves Brene, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), com o apoio de pesquisadores de outras instituições de ensino superior.

UNIOESTE

No Campus de Foz do Iguaçu, a Unioeste implantou um projeto de extensão, cujas atividades consistem na abordagem diária de todas as pessoas que frequentam o ambiente universitário, com a finalidade de avaliar sintomas relacionados ao novo coronavírus. O trabalho envolve aferição de temperatura corporal, fornecimento de máscaras e álcool 70%, além de orientações sobre medidas preventivas.

“Evitamos surtos da doença na comunidade universitária e levamos informações para as comunidades interna e externa, contribuindo assim com alguns ODS, como saúde e bem-estar e educação de qualidade”, destaca a enfermeira Ana Paula Contiero, coordenadora do projeto, acrescentando que o projeto está em vigor desde agosto, quando parte das atividades presenciais foram retomadas.

Caso seja identificado qualquer sintoma da doença, a equipe aciona o serviço de saúde e o atendimento médico. Se confirmado o diagnóstico, todas as pessoas que tiveram contato com o paciente passam a ser monitorados, como forma de conter a disseminação da doença. Também são realizados testes rápidos em estudantes, estagiários, professores e agentes universitários.

UNESPAR

No Litoral, a Unespar desenvolve o programa Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati), com turmas nas cidades de Paranaguá e Pontal do Paraná. Por se tratar de grupo de risco, as atividades presenciais foram interrompidas em março para assegurar o isolamento social, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas do Campus de Paranaguá, professor Sebastião Cavalcanti Neto, o desafio subsidiou um projeto interdisciplinar de estudo, com a utilização de ferramentas de Tecnologia de Comunicação e Informação (TIC).

Reunindo cerca de 60 participantes, o projeto trabalha um ODS por mês, com o apoio de profissionais especializados, que apresentam as metas propostas, de acordo com a respectiva área. Na conclusão de cada módulo, os idosos sugerem ações práticas para atender aquele ODS.

ODS

Sistematizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), os ODS reúnem 17 metas, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Esse plano de ação global foi adotado no ano de 2015 por 193 países membros da ONU, com a finalidade de eliminar a pobreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade para todas as pessoas, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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