Paraná amplia vagas construindo novas cadeias

SISTEMA PRISIONAL DO PARANAO governador Beto Richa assinou (foto) ontem (23), em Curitiba, contratos com quatro empresas para as obras de construção de novas cadeias públicas em Campo Mourão, Guaíra e Piraquara, de Centros de Integração Social de Piraquara e Foz do Iguaçu I e de ampliação da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa.

São as seis primeiras obras de um conjunto de 20 unidades prisionais a serem construídas ou ampliadas no Estado. Os contratos para as demais obras serão assinados nos próximos dias. No total serão abertas mais 6.670 vagas no sistema prisional. Serão construídas seis cadeias públicas (2.292 vagas para presos provisórios), seis novos Centros de Integração Social (1.296 vagas para presos de regime semiaberto) e ampliação de oito unidades (3.082 vagas para regime fechado). “Estamos resolvendo um problema que se acumula há décadas no Paraná”, afirmou Beto Richa. “Em três anos já transferimos mais de 7 mil presos para as penitenciárias”.

INVESTIMENTO – A secretária de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, explicou que o investimento nas 20 novas unidades prisionais será de R$ 132 milhões. O investimento é feito em parceria pelo governo estadual e Governo Federal, dentro do Programa de Apoio ao Sistema Prisional do Ministério da Justiça. Ela destacou também que com as melhorias que serão realizadas no complexo penal de Piraquara, com a abertura de mais 2.500 vagas, será possível retirar todos os presos das delegacias de Curitiba, Região Metropolitana de Curitiba e Paranaguá.

Maria Tereza afirmou, ainda, que as novas vagas proporcionarão a transferência dos presos provisórios sob responsabilidade da secretaria da Segurança Pública para a secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Em consequência, a situação carcerária dos presos provisórios e condenados será tratada de maneira uniforme. Ela afirmou que cerca de 80% dos 18 mil presos do sistema prisional paranaense estudam e trabalham. “A maior contribuição do sistema é também a reinserção do preso na sociedade e no mercado de trabalho”, disse Maria Tereza.

Texto e foto: AE-PR

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