Professores da rede estadual são capacitados para prevenção do suicídio


Cerca de 250 professores da Rede Estadual de Ensino participam de um curso de prevenção ao suicídio, uma proposta de formação continuada que tem como objetivo capacitar educadores para identificar, acolher e conduzir situações que envolvem risco de suicídio dos estudantes.

Promovida pela Coordenação de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a ação faz parte das atividades do Setembro Amarelo, mês destinado a discutir a prevenção ao suicídio.

O curso tem 60h de duração, parte presencial e parte a distância. Participam educadores das escolas públicas da rede estadual de ensino dos núcleos de Curitiba, áreas metropolitanas Norte e Sul. O primeiro encontro presencial do grupo ocorreu no sábado (22) e no último, previsto para 8 de dezembro, cada participante apresentará um plano de ação para enfrentamento ao suicídio a ser executado pela escola onde ele leciona.

De acordo com a técnica pedagógica da Coordenação de Educação em Direitos Humanos da secretaria, Rosineide Frez, o ambiente virtual de ensino e aprendizagem do curso vai capacitar os educadores a analisar riscos e vulnerabilidades, como abordar e conduzir casos, conhecer a rede de cuidados e também como usar a tecnologia como estratégia para o cuidado e fortalecimento de vínculos.

“Agora estamos discutindo como ampliar esta formação para capacitar professores de todo Paraná. Como a capacitação envolve tutorias, estamos avaliando a viabilidade logística para ofertar este curso para os demais núcleos”, explica Rosineide.

ESCOLAS

As escolas do Estado têm trabalhado no enfrentamento ao suicídio. Durante o mês de setembro as ações vêm sendo intensificadas. É o caso do Colégio Estadual Antônio Diniz, de Ivaiporã. O diretor José Roberto Pereira explica que no ano passado, com os problemas trazidos pelo jogo da baleia azul, a escola teve muitos casos de mutilações de alunos.

“Das 12 turmas que temos, em praticamente todas tivemos um caso de mutilação”, disse. Para resolver a questão a escola traçou uma estratégia de enfrentamento que envolveu as famílias, muita informação e diálogo. “Estas ações dos estudantes são fruto de grandes angústias, problemas mal resolvidos do universo deles. Com o trabalho aplicado melhorou muito e hoje temos pouquíssimos casos que ainda exigem acompanhamento”, relata Pereira.

O diretor conta que, para 2018, o colégio estava preparando a temática de prevenção ao suicídio quando foi surpreendido pelo caso de uma aluna que ingeriu uma grande quantidade de medicamentos e foi parar na UTI. “Fomos surpreendidos por este caso real, nos colocou em alerta e vimos a necessidade de traçar estratégias para prevenir outras situações deste tipo”, conta.

Para tratar a questão da prevenção ao suicídio com os estudantes a escola intensifica o diálogo e promove rodas de conversas, envolvendo a família e repassando informações. “Vimos que era necessário abrir possibilidades para que os alunos possam expor suas angústias. E é isso que temos feito e está dando certo”, comemora, disse o diretor.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná / Foto: Divulgação/CVV)

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